O que se sabe
- Havia uma perfuração no pescoço: a Polícia Científica confirmou que Wenderson tinha uma lesão perfurocortante na cervical esquerda, atingindo a artéria carótida;
- A lesão fatal foi causada no momento da morte era diferente de ferimentos anteriores: quando foi preso, Wenderson já apresentava um corte no pescoço, que teria sido autoinfligido. Ele chegou a ficar internado devido aos ferimentos, antes de ser levado à prisão. Na manhã desta segunda-feira (31), a Polícia Científica informou "a lesão identificada pelo legista é um novo ferimento, distinto daquele autoinfligido no dia do crime"
- Foi levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu: segundo a Sejus, Wenderson foi socorrido por servidores até a Unidade de Saúde do Sistema Penal (USSP), no Complexo de Viana, mas já estava morto;
- Sete detentos foram levados à delegacia: esse número está presente no posicionamento enviado pela Polícia Civil à reportagem de A Gazeta na manhã desta segunda. "Em um primeiro momento, a autoridade policial da Central de Teleflagrantes determinou a reintegração dos sete detentos que haviam sido conduzidos à 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, uma vez que, até o momento, não há indícios suficientes de que a morte tenha resultado de uma ação intencional", diz o posicionamento da corporação.
O que ainda precisa ser esclarecido:
- Ele foi levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu: segundo a Sejus, Wenderson foi socorrido por servidores até a Unidade de Saúde do Sistema Penal (USSP), no Complexo de Viana, mas já estava sem vida ao chegar. A pasta não deixou claro, no entanto, se o homem já deixou a unidade prisional em Vila Velha sem vida ou se morreu durante o trajeto;
- Inicialmente, a Polícia Científica não identificou sinais de violência: em nota divulgada às 16h de domingo, a corporação informou que "não foram identificadas marcas de violência ao exame inicial", mas que apenas após exames seria possível confirmar a causa da morte. Não foi explicado porque o ferimento no pescoço ainda não havia sido observado naquele momento, considerando que foi em um local exposto;
- Indícios de uma possível agressão: a Sejus informou que internos que dividiam a cela com Wenderson acionaram os agentes penitenciários ao perceber que ele passava mal, mas não há detalhes sobre como a lesão ocorreu. Como dito acima, sabe-se que pelo menos sete detentos foram levados à delegacia para dar depoimento e que, no momento, segundo a Polícia Civil, não há indícios suficientes de que a morte tenha resultado de uma ação intencional. A corporação, porém, também informou que o caso foi encaminhado à Delegacia de Crimes no Sistema Carcerário e Socioeducativo para o prosseguimento das investigações, que seguirão apurando todas as circunstâncias do ocorrido;
- Se houve uma agressão, quem foi o responsável? Caso a investigação conclua que Wenderson foi atacado, será necessário identificar os autores se as motivações teriam relação, por exemplo, com um desentendimento dentro da prisão ou se há uma eventual relação com o crime que o homem cometeu.
- O que apontou o laudo cadavérico de Wenderson? Qual a causa da morte?
- A “lesão perfurocortante na cervical esquerda”, identificada pelo legista, seria no mesmo local em que ele se feriu no dia em que esfaqueou a vendedora, ou é um novo ferimento?
- O caso é investigado como homicídio?
- Alguém do presídio é investigado suspeito de matar esse homem?
O que disseram Polícia Civil e Polícia Científica nesta segunda (31)
A Polícia Civil (PCES) informa que, em um primeiro momento, a autoridade policial da Central de Teleflagrantes determinou a reintegração dos sete detentos que haviam sido conduzidos à 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, uma vez que, até o momento, não há indícios suficientes de que a morte tenha resultado de uma ação intencional. O caso foi encaminhado à Delegacia de Crimes no Sistema Carcerário e Socioeducativo para o prosseguimento das investigações, que seguirão apurando todas as circunstâncias do ocorrido.
A Polícia Cientifica (PCIES) informa que o laudo cadavérico realizado no Instituto Médico Legal (IML), em Vitória, apontou como causa da morte do interno, de 30 anos, uma lesão perfurocortante na cervical esquerda, que resultou na lesão da artéria carótida comum esquerda (localizada no lado esquerdo do pescoço). A lesão identificada pelo legista é um novo ferimento, distinto daquele auto-infligido no dia do crime.