O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Staged II, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado. A investigação apura a suposta prática de fraude processual por agentes públicos em uma ocorrência registrada como intervenção policial com resultado morte.
Segundo o MPES, há indícios de que a cena do caso tenha sido alterada para dar aparência de legitimidade à ação policial investigada. O fato ocorreu em 2025. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim.
A operação foi conduzida pela Promotoria de Justiça Criminal de Cachoeiro de Itapemirim, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Assessoria Militar do MPES, da Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), do Batalhão de Missões Especiais (BME) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC). A ação contou com a participação de 46 policiais militares.
O caso segue em investigação e tramita sob sigilo judicial, devido à necessidade de preservar as diligências em andamento e a integridade da apuração. Detalhes não foram divulgados.
O que diz a PMES
Procurada pela reportagem de A Gazeta, a corporação respondeu em nota enviada nesta sexta-feira (29) que a Corregedoria da PMES acompanhou toda a ação desde o início. Não houve detidos durante a operação, apenas apreensão de materiais que serão analisados no curso das investigações. Os militares presos em dezembro permanecem reclusos no Presídio Militar localizado no Quartel do Comando-Geral da PMES.
A polícia explicou que a operação ainda se encontra em fase de investigação e diligências. Dessa forma, não é possível divulgar mais detalhes neste momento, a fim de não comprometer o andamento das apurações.
A Corregedoria da PMES ressaltou que adotará todas as medidas cabíveis para a devida apuração dos fatos conforme a Lei de Abuso de Autoridade. Esta lei prevê como crime antecipar, por meio de comunicação, inclusive em redes sociais, atribuição de culpa antes da conclusão das investigações e da formalização da acusação.