Três homens foram detidos pela Polícia Militar Ambiental após serem flagrados realizando garimpo ilegal na localidade de Várzea Grande, na zona rural de Santa Teresa, na região Serrana do Espírito Santo, no último sábado (14). No local foram encontrados equipamentos elétricos para iluminar e ventilar um túnel de cerca de 70 metros de profundidade. Com o trio, os policiais apreenderam 16 quilos de aglomerados de minérios extraídos, uma pedra de quartzo, um galão com nitrato de amônia e outros materiais utilizados no trabalho. Todos foram conduzidos até a sede da Polícia Federal, em Vila Velha.
Segundo a PM, o local fica em uma propriedade rural, no alto de uma pedra. Os policiais seguiram a pé por uma região de mata e, após 800 metros, localizaram o gerador ligado a uma bateria e com instalação de fios. Os militares seguiram a fiação e, após 70 metros, localizaram o trio se alimentando na entrada de uma mina.
Os homens confessaram que não tinham autorização ou documentação para realização da prática de garimpo. Eles disseram que estavam há cerca três meses realizando a atividade aos fins de semana. Um deles afirmou que o proprietário da terra tinha ciência do trabalho e que, se algo fosse encontrado, todos iriam dividir. Apesar disso, todos afirmaram saber que a prática é considerada crime. Em depoimento à PM, o dono do terreno negou ter conhecimento da situação.
Material apreendido em ocorrência de garimpo ilegal em Santa Teresa
Um dos envolvidos ainda disse que o local foi ponto de extração de minerais há 20 anos e, por isso, ele e os dois amigos decidiram tentar encontrar pedras preciosas. O túnel já tinha 67 metros de profundidade e eles cavaram mais três metros. Para isso, relataram ter utilizado nitrato de amônia e acionaram fagulhas elétricas. Todos disseram que não usaram dinamite.
Além dos minerais, os policiais apreenderam:
- Um martelete;
- Cinco rompedores;
- Um compressor;
- Dois geradores;
- 70 metros de fio;
- 40 metros de extensão de fio com lâmpadas;
- Três rolos de extensão de fio;
- Uma bomba sapo;
- Um soprador de ar;
- Um facão;
- Uma enxada;
- Uma pá de construção civil;
- Quatro exaustores;
- Um ponteiro de rompedor;
- Duas brocas de rompedor;
- Um binóculo.
A reportagem de A Gazeta procurou a Polícia Federal para obter informações sobre o procedimento adotado no caso, mas não obteve retorno.
O outro lado
O advogado de defesa dos suspeitos, Fábio Marçal, disse para A Gazeta que o material apreendido "não tem valor comercial e que não houve crime contra a ordem tributária". A defesa disse ainda que 'vai comprovar a inocência dos clientes ao longo do inquérito'.