Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Operação 'Lei e Ordem'

Suspeito de comandar ataques a ônibus na Grande Vitória é preso

De acordo com a investigação, ele é um dos responsáveis por coordenar ações criminosas que resultaram no ataque a cinco ônibus, viatura policial e um carro de reportagem

Publicado em 05 de Novembro de 2025 às 13:07

Nayra Loureiro

Publicado em 

05 nov 2025 às 13:07
Após a morte de David Pereira de Jesus (à esquerda) em confronto com a polícia, José Roberto Pereira de Jesus (à direita) coordenou ataques a ônibus na Grande Vitória
Após a morte de David Santos de Jesus (à esquerda), José Roberto Pereira de Jesus (à direita) coordenou ataques a ônibus Crédito: Instagram/Leitor A Gazeta/PCES
Um homem de 42 anos, identificado como José Roberto Santos de Jesus, foi preso suspeito de envolvimento nos ataques a ônibus registrados no mês de agosto na Grande Vitória. Ele foi preso em casa, no Bairro da Penha, pela Polícia Civil na última sexta-feira (31), durante a operação "Lei e Ordem".
Ainda conforme a investigação, José Roberto foi um dos responsáveis por coordenar ações criminosas no bairro Bonfim, em Vitória, que resultaram no ataque a cinco ônibus, viatura policial e um carro de reportagem, após a morte do filho dele em confronto com a polícia. O preso ainda é apontado como um dos responsáveis pelo tráfico de drogas no Bairro da Penha, na Capital, sendo o "gerente da maconha" da região.
Segundo o delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, o caso chamou atenção pelo modus operandi. Os ataques ao transporte coletivo são uma metodologia utilizada, por exemplo, pelo Comando Vermelho do Rio de Janeiro, como forma de amedrontar a sociedade e demonstrar a força da facção.
"Essa operação foi resultado de um trabalho extenso de investigação. Conseguimos chegar aos autores intelectuais, o que chamamos de Longa Manus, ou seja, aqueles que têm o domínio final do fato, mas utilizam terceiros, muitas vezes menores de idade e pessoas em situação de rua, para executar os crimes. É a mesma metodologia usada pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro", explicou Arruda.
A prisão foi feita sem confronto. A casa estava cercada, ele se rendeu e foi conduzido à delegacia, onde preferiu permanecer em silêncio. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva pelos crimes de incêndio, organização criminosa e corrupção de menores.
Um segundo suspeito foi apontado como responsável por ajudar coordenar os ataques: Bruno Trindade da Silva, vulgo “Bruno MM”, "Tchokinho" ou "Perrengue", um dos líderes do Primeiro Comando de Vitória, que não estava em casa no momento da operação, e é atualmente considerado foragido no Estado do Rio de Janeiro.
Bruno Trindade da Silva, vulgo “MM”,
Bruno Trindade da Silva, vulgo "Bruno MM", "Tchokinho" e "Perrengue", um dos líderes do Primeiro Comando de Vitória Crédito: PCES/Divulgação
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Dec), delegado Gabriel Monteiro, mesmo não sendo os executores dos incêndios, ambos serão responsabilizados.
"A hierarquia é clara: eles determinam as ações e utilizam adolescentes e moradores de rua como executores. Essa é uma tática herdada do Comando Vermelho. Quando há confrontos ou prisões, eles mandam incendiar ônibus para tentar intimidar o Estado. Mas o recado é claro: todos serão alcançados, e os mandantes também responderão criminalmente."
As investigações agora continuam para identificar e responsabilizar os executores diretos desses incêndios.

Ataques em série após confronto

Os ataques começaram após a morte de David Pereira de Jesus, de 21 anos, filho de José Roberto, baleado em confronto com policiais militares no Bairro da Penha, região vizinha ao Bonfim. Ele não sobreviveu. Logo depois, um ônibus do Sistema Transcol foi incendiado no local. [Veja vídeo acima]
Na sequência, outros quatro coletivos foram alvos de vandalismo em diferentes pontos da Grande Vitória.

  • Na Avenida Marechal Campos, um ônibus da Viação Satélite, que transportava 35 passageiros a serviço de uma empresa. O coletivo seguia para Vila Velha e, apesar do susto, ninguém se feriu.

  • Outro coletivo também foi atingido por pedras na Avenida Vitória. Na ocasião, o comandante-geral da PM, coronel Douglas Caus, informou que dois homens foram presos na Avenida Leitão da Silva com galões de gasolina que seriam usados para incendiar novos veículos.

  • Na noite do mesmo dia, outro ônibus foi incendiado na Rodovia do Contorno, próximo a André Carlone, na Serra. Segundo testemunhas, homens encapuzados mandaram passageiros saírem e atearam fogo.  Uma passageira passou mal e precisou de atendimento médico.

  • Já em Roda D’Água, em Cariacica, mais um ônibus foi queimado por criminosos.

  • Durante a série de ataques, um carro de reportagem da TV Tribuna também foi apedrejado no Bairro da Penha. Ninguém ficou ferido.

  • Uma viatura policial também foi apedrejada próximo à 1ª Delegacia Regional de Vitóra.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fernando Tatagiba
Parte 2: para o aniversário de morte de Fernando Tatagiba
Presídio
Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES
Imagem de destaque
Livro conta a história dos bairros de Vila Velha desde o século XVI

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados