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Organização criminosa

Trio é preso em flagrante por aplicar golpe do bilhete premiado em Vitória

Vítima era uma senhora de 79 anos, que fez um empréstimo de R$ 7 mil para dar aos três homens. A prisão ocorreu na segunda-feira e eles foram encaminhados para o Centro de Triagem de Viana

Publicado em 17 de Setembro de 2019 às 08:17

José Carlos Schaeffer

Publicado em 

17 set 2019 às 08:17
Raphael Chiaparine, de 30 anos, Valdenir Cassiano Moreira, de 48 anos, Sidnei Moreira, de 41 anos Crédito: Reprodução | Polícia Civil
Três homens foram presos em flagrante por aplicarem o golpe do bilhete premiado em Jardim da Penha, Vitória, no Espírito Santo. A prisão ocorreu nesta segunda-feira (16). A vítima era uma senhora de 79 anos que fez um empréstimo de R$ 7 mil para dar aos suspeitos, em troca de parte do prêmio do suposto bilhete premiado. Ela não teve o dinheiro levado, graças à prisão do trio.
Os homens também são investigados por fazer parte de uma organização criminosa suspeita de aplicar o golpe em outros Estados. Eles são da cidade gaúcha de Passo Fundo e chegaram no Espírito Santo este mês. No entanto, a quadrilha já havia atuado no estado anteriormente. Em agosto, outros dois golpes foram aplicados na Grande Vitória - um no Centro de Vitória, onde conseguiu sacar da vítima R$ 100 mil, e outro na Praia da Costa, em Vila Velha, em que a vítima fez uma transferência de R$ 80 mil para os homens, mas conseguiu bloquear a transação após identificar o golpe.
Trio é preso em flagrante por aplicar golpe do bilhete premiado em Vitória
Veja quem são os presos e como agiam, de acordo com a Polícia Civil:
- Raphael Chiaparine, de 30 anos: era o primeiro a ter contato com as possíveis vítimas, as quais abordava para pedir ajuda fingindo ser de pouca instrução;
- Valdenir Cassiano Moreira, de 48 anos: era o segundo a agir durante as abordagens, com perfil mais instruído, oferecia ajuda à possível vítima e ao comparsa;
- Sidnei Moreira, de 41 anos: era o líder, que monitorava as ações nos arredores, sem ter contato direto com as possíveis vítimas.
Segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais, delegado Romualdo Gianordoli, os homens agiam de forma combinada para ludibriar as vítimas.
Conforme o delegado, Raphael Chiaparine se apresentava como pessoa de pouca instrução, pedindo algum tipo de ajuda com o objetivo de conquistar a confiança da vítima. Em seguida, Valdenir Cassiano Moreira dizia ser uma pessoa mais instruída, que poderia ajudá-los.
Logo depois, ainda de acordo com a polícia, o primeiro homem afirmava ter um bilhete premiado no valor de R$ 3 milhões. Ele dizia, contudo, que não poderia sacar a quantia por ser fruto de jogo de azar, justificando ser Testemunha de Jeová. O segundo homem se mostrava interessado e, para enganar a vítima, ligava para uma pessoa que se passava por funcionário da Caixa Econômica Federal que confirmava os números do suposto bilhete. Fazia isso com o telefone no viva-voz, para passar credibilidade diante da vítima.
De acordo com o delegado, após a confirmação, Valdenir fazia um falso depósito para Raphael como sinal para recebimento de parte do prêmio. Com esse ato, as vítimas também faziam o mesmo, porém transferindo quantias reais para o dono do bilhete. 
"O outro golpista se mostra interessado, liga para um falso funcionário da Caixa, que confirma a veracidade do bilhete em viva-voz, e também faz falsas transferências para esse outro indivíduo. O que dá uma veracidade para a vítima, que vislumbra a possibilidade de ganhar muito dinheiro, por muito menos. Sacando o que tiver na conta", disse o delegado.
Segundo o Gianordoli, há informações de que vítimas em outros estados chegaram a transferir R$ 200 mil reais para a quadrilha, acreditando no falso bilhete premiado. O perfil escolhido pelos suspeitos são pessoas de maior vulnerabilidade, na maioria idosos. E que um problema para se chegar a esse tipo de conduta é a vergonha das vítimas em denunciarem a prática após caírem no golpe. 
"Várias dessas vítimas, depois que veem que caíram em um golpe, tem até vergonha de registrar a ocorrência na delegacia. Essa vítima de ontem falou que se a polícia não tivesse prendido os criminosos, ela não registraria ocorrência e não contaria nem para os filhos. Então, podem ter havido mais vítimas que não chegaram ao nosso conhecimento", explicou.
Os três foram autuados por estelionato e organização criminosa e encaminhados para o Centro de Triagem de Viana, onde vão passar por audiência de custódia. De acordo com a polícia, Valdenir já havia sido preso anteriormente no Rio Grande do Sul. Eles também eram procurados pela polícia do Mato Grosso do Sul. 

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