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Uma tonelada de barbatanas de tubarão é apreendida no ES

Grupo preso atuava na preparação das barbatanas para remessa clandestina a países asiáticos, onde são consideradas iguarias e servidas em restaurantes de alto padrão

Publicado em 13 de Março de 2025 às 12:43

Beatriz Caliman

Publicado em 

13 mar 2025 às 12:43
PF apreende mais de uma tonelada de barbatanas de tubarão em Itapemirim
Barbatanas de tubarão são valiosas em países asiáticos, onde são servidas como iguaria em restaurantes de alto padrão Crédito: Polícia Federal
Uma operação da Polícia Federal, denominada Lanterna Apagada, em Itapemirim, Litoral Sul do Espírito Santo, apreendeu mais de uma tonelada de barbatanas de tubarão na manhã desta quinta-feira (13). Para desarticular a rede criminosa especializada na receptação e exportação ilegal de partes de tubarões sem origem comprovada, a ação teve a parceria do Ibama ( Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e foi cumprido um mandado de busca e apreensão em um depósito clandestino de peixes no município. Três homens, entre eles um de nacionalidade chinesa, foram presos em flagrante. Os outros dois são naturais do Estado do Pará.
Segundo a Polícia Federal, 1.222 quilos de barbatanas de tubarões foram apreendidos. Do total, 363 quilos pertencem a espécies ameaçadas de extinção — o que agrava a situação penal dos suspeitos — e 859 quilos são de espécies não ameaçadas, embora comercializadas de forma irregular. Todo o material estava armazenado em condições insalubres, pronto para ser enviado de forma clandestina a outros países. O chinês preso estimou que a carga ilegal renderia ao grupo cerca de R$ 2 milhões, segundo disse à TV Gazeta o delegado Lorenzo Esposito, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal.
O grupo atuava na secagem, acondicionamento e preparação das barbatanas para remessa clandestina a países asiáticos, onde são utilizadas na produção de iguarias servidas em restaurantes de alto padrão. Como as apreendidas nesta operação estavam em condições insalubres, sem condições de consumo ou reaproveitamento, foram levadas para um aterro sanitário.
Os nomes dos presos e investigados não foram divulgados, mas a PF afirmou que vão responder por associação criminosa, contrabando e crimes contra a fauna. Por conta do envolvimento de espécies ameaçadas, as penas podem ultrapassar 15 anos de prisão. O Ibama também aplicou multas ambientais, mas não revelou quantias. A investigação continua para  identificar os receptadores internacionais da mercadoria ilegal, reforçando o combate de crimes ambientais e degradação da fauna marinha brasileira.

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