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Recusou bafômetro

Vereador vai parar na delegacia após confusão em blitz em Guarapari

Léo Dantas (Patriota), vereador de Guarapari, teria feito gestos obscenos direcionados a policiais e se recusado a fazer o teste do bafômetro durante abordagem na noite desta sexta-feira (17), segundo a PM

Publicado em 18 de Junho de 2022 às 12:30

Ednalva Andrade

Publicado em 

18 jun 2022 às 12:30
Abordagem da Polícia Militar ao vereador de Guarapari Léo Dantas (destaque)
Abordagem da Polícia Militar ao vereador de Guarapari Léo Dantas (destaque) Crédito: Reprodução/ Divulgação Câmara de Guarapari
O vereador de Guarapari Léo Dantas (Patriota) foi detido na noite de sexta-feira (17), após ter feito gestos obscenos direcionados aos policiais e se recusado a fazer o teste do bafômetro durante uma blitz na Praia do Morro, de acordo com a Polícia Militar
Em vídeos que circulam pelas redes sociais com partes da abordagem, o vereador aparece inicialmente sentado ao lado de um balcão, onde há duas garrafas de cerveja. Em seguida, ele pega o celular para tentar fazer uma ligação enquanto policiais militares afirmam que ele não tem imunidade.
Ao ter o celular retirado por um PM, o vereador entra em luta corporal com ele, que afirma que o político seria algemado. A confusão continua por alguns minutos no vídeo, mas apenas com áudio e a imagem completamente preta.
Em outro vídeo,  um homem aparece discutindo com um policial enquanto vários policiais militares cercam uma viatura em que um outro homem está sendo colocado dentro, aparentemente o vereador Léo Dantas.
Segundo informou a PM em nota, durante uma blitz realizada na Avenida Beira Mar, na Praia do Morro, um veículo foi abordado pelos policiais e, ao pedir a identificação do condutor, ele desembarcou imediatamente e informou ser vereador do município.
De acordo com a Polícia Militar, o vereador "tentou intimidar a equipe, momento em que os policiais perceberam odor etílico".
Ao ser questionado se havia ingerido bebida alcoólica, o vereador pegou seu celular, afastou-se do veículo e ignorou a guarnição, se recusando a fazer o teste do bafômetro, segundo informou a PM.
Com isso, foi lavrado um auto de infração pela recusa do vereador em se submeter ao bafômetro e ele foi informado de que precisaria apresentar um condutor habilitado para liberação do veículo.

DESACATO

Após liberado, o vereador seguia no banco de trás do carro. Porém, ao cruzar com outra guarnição, "fez gesto obsceno pela janela para os militares, que acompanharam novamente o veículo dando nova ordem de parada, tendo o veículo parado somente em um posto de combustível".
Na nova abordagem, Léo Dantas foi informado de que deveria acompanhar a guarnição até uma delegacia, onde assinaria um termo circunstanciado devido ao desacato e seria liberado.
"No entanto, ele se recusou dizendo que era autoridade e que os policiais não teriam poder para isso. Novamente o vereador pegou o celular e, ao telefone, ignorou os policiais. Solicitado que obedecesse a ordem, o homem entrou em luta corporal com um PM, momento em que o condutor que estava no veículo dele tentou intervir e também entrou em luta com os militares."
Assessoria da PM - Trecho de nota
Em seguida, conforme a PM, o pai do vereador chegou ao local e também "tentou intimidar a equipe dizendo que não poderiam conduzir seu filho, que ele faria com que todos fossem transferidos do batalhão".
Ainda de acordo com a Polícia Militar, as partes foram encaminhadas à Delegacia Regional de Guarapari após muita resistência. 
Também em nota, a Polícia Civil informou que o vereador, de 22 anos, e um homem de 30 anos, que estava no carro com o vereador, assinaram um termo circunstanciado de ocorrência por desacato e foram liberados após assumirem o compromisso de comparecer em juízo.
Câmara Municipal de Guarapari informou que não se manifesta quanto a "questões de cunho pessoal dos parlamentares". 

Defesa do vereador acusa policiais de abuso de autoridade e tortura

O advogado do vereador de Guarapari Léo Dantas (Patriota), Valdir Junior, afirmou que o político registrou, na manhã deste sábado (18), um boletim de ocorrência contra os policiais por abuso de autoridade e tortura. Ele foi submetido a exame de lesões corporais, segundo o advogado.

Segundo o advogado, o abuso de autoridade se deve à forma como o celular foi retirado do vereador por um policial, identificado pela defesa como o sargento Julyeverson Barcelos Vieira, lotado no 10º Batalhão de Guarapari, e a tortura pelo uso de spray de pimenta na abordagem. Além disso, a defesa do vereador alega que ele sofreu lesões corporais e danos materiais, uma vez que o celular foi quebrado durante a abordagem policial.

"Estamos esperando o resultado do exame de lesões corporais, que ele teve de fazer em Vitória. Não sei porque não foi feito isso ontem (sexta-feira).  Houve abuso de autoridade. Ele não estava armado, foi uma operação com quatro RP (radiopatrulha), no mínimo dez policiais.  Vamos pegar as imagens em vídeo do posto, do local particular e testemunhas e também vamos apresentar denúncia à Corregedoria da Polícia Militar", afirmou o advogado.

Indagado se o vereador teria feito gestos obscenos aos policiais, o advogado sustenta que não há comprovação de todos os fatos relatados no Boletim de Ocorrência registrado por desacato. 

"No BO fala em uma perseguição sem comprovação nenhuma. Eles (os policiais) foram atrás dele (vereador) e fizeram toda a situação. Nem perseguição policial existiu", alega o advogado.

Após a manifestação da defesa do vereador Léo Dantas, a reportagem de A Gazeta voltou a procurar a Polícia Militar, sobre as acusações em relação à postura dos policiais, e a Polícia Civil, em relação ao boletim de ocorrência que o advogado Valdir Junior afirma que foi registrado pelo seu cliente. 
A Polícia Militar destacou que o homem reagiu a abordagem, "se fazendo necessário o uso de força progressiva, além de equipamentos não letais para que fosse imobilizado". No entanto, a PM ressaltou "que todo cidadão que se sinta prejudicado por uma ação de um agente de segurança pública pode se dirigir à Corregedoria da Instituição, munido de provas, e fazer o registro da ocorrência para que o caso seja devidamente apurado".
A Polícia Civil informou que o boletim foi registrado na manhã de sábado (18), na Delegacia Regional de Guarapari. "Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada".

Atualização

18/06/2022 - 1:39
Após a publicação desta matéria, a defesa do vereador Léo Dantas se manifestou sobre o caso. O texto foi atualizado.

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