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Prefeito x Câmara da Serra

Audifax é indiciado por difamação, mas trégua com vereadores segue

Processo por crime contra a honra tramita no Tribunal de Justiça e surgiu após dez parlamentares da Serra acionarem a polícia. Só que isso foi antes da "paz" reinar na cidade

Publicado em 23 de Setembro de 2019 às 15:58

Letícia Gonçalves

Publicado em 

23 set 2019 às 15:58
Câmara da Serra: Legislativo está em trégua com o Executivo Crédito: Ricardo Medeiros
Nem parece que, há poucos meses, parte dos vereadores da Serra e o prefeito Audifax Barcelos (Rede) viviam em pé de guerra. A trégua que se instaurou entre a Câmara e o Executivo veio para ficar. Pelo menos até agora.
Nem mesmo uma ação no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) contra o prefeito por crime contra a honra mudou os humores nesta nova fase da relação entre os Poderes.
Dez vereadores haviam acionado, ainda em março, a Polícia Civil após receberem uma gravação na qual o prefeito, em reunião com o vereador aliado Fábio Duarte (PDT), teria dito que o grupo de oposição não tinha "escrúpulos". 
O delegado responsável pelo inquérito concluiu que o teor do áudio não permitia a atribuição de nenhuma conduta criminosa a Audifax ou a Fábio Duarte. Também destacou que a gravação não foi feita por nenhuma das supostas vítimas. Portanto, trata-se de "prova ilícita, conforme entendimento de nossos tribunais superiores".
O indiciamento, entretanto, se deu em razão de entrevista coletiva concedida pelo prefeito à imprensa.  Em abril, o chefe do Executivo afirmou, em entrevista coletiva à imprensa, que o crime organizado tentava voltar ao poder através da Câmara da Serra.
"Em nenhum momento o prefeito Audifax  Barcelos trouxe aos autos elementos que comprovem a prática de ilícitos por parte dos vereadores da Câmara municipal da Serra, não cabendo portanto a alegação de exceção da verdade", registrou o delegado
O prefeito foi indiciado por difamação. Isso significa que a Polícia Civil entende haver indícios de que ele cometeu esse crime, mas nada está decidido.
O caso chegou ao TJES. Na semana passada, o relator, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, enviou o processo à Procuradoria-Geral de Justiça para que o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) manifeste-se a respeito.
Dez dos 21 vereadores da Serra haviam acionado a Polícia Civil. A Gazeta falou com alguns deles nesta segunda-feira (23). E os parlamentares dizem que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".
"É um fato jurídico, não mexeu com o fato político", resume Pastor Ailton (PSC). "O prefeito nos acusou e nós nos defendemos, mas estamos aguardando a Justiça. Isso não interfere na relação de hoje, é resultado daquela briga, não é fato novo", complementa. 
"Os vereadores não fizeram como forma de punição ao prefeito e sim para ele dizer quem era o crime organizado, onde estava o crime organizado, porque ele falou de forma geral", diz Aécio Leite (PT).
Outro episódio também poderia abalar a "paz" entre os Poderes: Audifax barrou, via decreto, uma alteração na Lei Orgânica aprovada pelos vereadores que tornava obrigatório o pagamento de emendas dos vereadores. Emendas são um valor do orçamento da cidade que os parlamentares apontam como deve ser gasto, numa obra, por exemplo. 
O prefeito da Serra, Audifax Barcelos, durante entrevista em que mencionou "o crime organizado" Crédito: Carlos Alberto Silva
Mas segue tudo bem, de acordo com um dos aliados do prefeito na Casa, Guto Lorenzoni (Rede). "O problema que causou é que foi um erro do prefeito porque não se reprova uma lei com decreto. Não sei de onde ele tirou aquilo. O que revoga a lei é o Tribunal, a Justiça. Causou constrangimento. Acho que o prefeito teria que chamar a Câmara (para conversar), foi um desrespeito", rebate Aécio.
Mas então não está tudo bem? "Os vereadores querem o bem da cidade. A governabilidade do município continua", contemporiza o petista, ressaltando que a boa relação com o prefeito está firme.
Por que a mudança de tom? "Quando o prefeito começa a respeitar os vereadores, os vereadores começam a olhar com outros olhos o prefeito. Está ouvindo, dialogando, conversando. É só isso", diz Aécio Leite. Ele exemplifica que os vereadores têm sido convidados a eventos da prefeitura, dividindo o palanque com Audifax. Este é um ano pré-eleitoral.
Procurado por A Gazeta, por meio da assessoria de imprensa, Audifax informou que a defesa irá se manifestar após ter acesso aos autos do processo. 
A Câmara, também por meio da assessoria, após consultoria à Procuradoria da Casa, informou que não considera legal o decreto baixado pelo prefeito com a revogação da alteração na Lei Orgânica e, assim, entende que as emendas impositivas estão valendo.  

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