O caso completou cinco meses na última semana e o deputado apresentou a sua defesa, que agora vai passar pela análise do corregedor-geral, deputado Mazinho dos Anjos (PSDB), que definirá a necessidade ou não da adoção de novas medidas, ou providências para o desfecho do processo.
Conforme previsto no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia, depois da apresentação da defesa, cabe ao corregedor-geral ou à Comissão Especial realizar as diligências e a instrução probatória que entender necessárias. A defesa foi apresentada no último dia 2, mas Mazinho disse que ainda não a analisou.
"Ele já apresentou a defesa, mas ainda não analisei. Eu vou analisar e aí vamos ver se a gente precisa fazer alguma diligência ou não e vou destinar relator para dar os encaminhamentos. É o trâmite normal. Ele foi notificado, apresentou defesa, vou distribuir ao relator e ele vai analisar se precisa fazer alguma diligência ou se já pode dar o parecer", afirmou o corregedor-geral.
Ainda de acordo com o Código de Ética, concluída a fase de instrução, Mazinho ou a comissão deverão apresentar um parecer, no prazo de cinco dias úteis, concluindo pela procedência da representação ou pelo seu arquivamento. Se ela for considerada procedente, deverá ser apresentado também um projeto de resolução com a aplicação da penalidade cabível. As penas previstas são: advertência, censura, suspensão do mandato por até 30 dias e perda do mandato.
À reportagem de A Gazeta, o corregedor-geral não descartou a possibilidade de já colocar o processo em votação na comissão nos próximos dias, caso entenda que a defesa foi suficiente para esclarecer todas as dúvidas e o processo já esteja pronto para julgamento. Nesse caso, Mazinho pode avocar a relatoria do caso e apresentar parecer pelo arquivamento ou pela imputação de alguma responsabilidade a Polese, seguindo os trâmites detalhados acima.
Na madrugada do dia 6 de maio, um sábado, Polese foi parado em blitz e recusou o bafômetro. Com isso, recebeu multa de R$ 2,9 mil e um auto de infração foi lavrado pela Polícia Militar do Espírito Santo registrando que ele apresentava "odor etílico".
O presidente da Casa, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da Assembleia, entendeu que não foram apresentados documentos que comprovassem que as pessoas que assinam a representação eram legalmente representantes da Juventude do PSB, nem comprovaram a legitimidade da entidade.