O ex-secretário de Obras de São Mateus Francyberg Mota Ribeiro e o empresário Adelino Panffo Júnior, dono da Norte Ambiental, foram os dois suspeitos presos na Operação Desbaste, deflagrada nesta quinta-feira (7) para desbaratar suposto esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos da prefeitura durante a gestão de Daniel da Açaí.
A medida cumpria, além dos dois mandados de prisão, sete de busca e apreensão em diversos endereços na cidade do Litoral Norte do Espírito Santo. O ex-prefeito não foi um dos alvos da ação.
► Veja também: PF encontra R$ 2 milhões na casa de ex-prefeito de Sâo Mateus
Ao cumprir os mandados expedidos pela Justiça Estadual, a Polícia Federal acabou decretando também a prisão em flagrante de Adelino por posse ilegal de arma de fogo. Ele e Francyberg foram levados para a Delegacia da PF no município para oitivas antes de serem encaminhados ao sistema prisional.
Consulta feita pela reportagem de A Gazeta ao Portal de Transparência da Prefeitura de São, nesta quinta-feira, aponta que Francyberg Mota Ribeiro, conhecido na cidade como Berg, teve nomeação no Executivo municipal em janeiro de 2023, ocupando o cargo de subsecretário de Obras. Os últimos registros dele como servidor são de julho de 2024.
Há também, na base de dados da Justiça Eleitoral, a informação de que Berg tentou vaga de vereador pelo Partido Progressista em 2024, ficando na suplência da legenda ao fim do pleito.
Já o empresário dono da Norte Ambiental, segundo informações consultadas pela reportagem, mantém contratos visando à prestação de serviços ambientais e de terraplenagem com prefeituras do interior do Estado, entre elas, São Mateus e São Gabriel da Palha.
Durante a ofensiva, os agentes apreenderam mídias digitais, documentos, veículos e joias. De acordo com a PF, o confisco desses bens tem o objetivo de garantir a recuperação de ativos para o futuro ressarcimento aos cofres públicos. A investigação contou com cooperação técnica do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES).
Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas somadas podem superar 30 anos de reclusão.