Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Para governadores

"Falta de coordenação nacional na pandemia é exaustiva", diz Casagrande

Governador falou sobre a atuação do presidente Jair Bolsonaro e do Ministério da Saúde no combate à pandemia de coronavírus, e sobre os reflexos disso para o planejamento dos governadores

Publicado em 01 de Março de 2021 às 19:38

Natalia Bourguignon

Publicado em 

01 mar 2021 às 19:38
Governador Renato Casagrande em coletiva de imprensa no Palácio Anchieta
Governador Renato Casagrande em coletiva de imprensa no Palácio Anchieta Crédito: Fernando Madeira
O governador Renato Casagrande (PSB) criticou novamente a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus. Segundo ele, a falta de uma ação conjunta entre o presidente, o Ministério da Saúde e os entes federados, em especial neste momento em que há o agravamento da epidemia em diversos Estados, causa confusão na população, prejudica o combate à doença e tira o foco do que mais importa, que é salvar vidas.
"Gostaríamos muito que tivéssemos uma coordenação nacional, que ajudaria a salvar vidas, não traria dúvidas na cabeça das pessoas. Nós, governadores, estamos tendo um trabalho mais exaustivo, mais intenso, por falta de coordenação nacional", apontou.
Segundo ele, o volume de recursos relativos à pandemia de coronavírus que chegou ao Estado é cerca de um décimo do valor divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro. O restante se refere a repasses garantidos pela Constituição, que são obrigatórios e são transferidos todos os anos, e ao auxílio emergencial, que foi pago às pessoas físicas.
Bolsonaro publicou em sua rede social cifras que teriam sido pagas a cada ente, afirmando terem sido destinados ao Espírito Santo um total de R$ 21,6 bilhões. Segundo o governo do Estado, os valores recebidos pelo Espírito Santo e seus municípios em transferências extraordinárias da União em 2020, em função da pandemia, foram, na verdade, R$ 2,24 bilhões.
"Esses números não representam a realidade da ajuda que veio aos Estados e municípios. Por isso estamos tendo que explicar. Mas a gente perde tempo com esse tipo de informação equivocada, tira energia que a gente poderia estar gastando em outras atividades no enfrentamento à pandemia"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do Espírito Santo

AÇÕES DO GOVERNO AINDA TÊM QUE CONTINUAR

O governador lembrou ainda que a previsão dada pelo Ministério da Saúde para o fim da vacinação da população é dezembro deste ano, o que significa que o controle da doença ainda deverá ser feito pelo menos até o final de 2021.
Enquanto isso, Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia, que vinham apresentando um contágio relativamente controlado, enfrentam atualmente o colapso dos sistemas de saúde.
"Esse enfrentamento (entre o governo federal e os governadores) acaba gerando uma tragédia maior ainda na pandemia. Estamos perdendo 1,2 mil pessoas por dia no Brasil, é praticamente uma bomba atômica. Uma hora dessa tem que diminuir o tensionamento, diminuir o enfrentamento para tentar salvar vidas", afirmou.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Bolinho de arroz simples
Saiba como fazer bolinho de arroz simples: receita é prática e saborosa
Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço
O que os dados da Quaest sobre a corrida pelo governo do ES revelam. E as dúvidas que seguem no ar
Imagem de destaque
Banksy confirma que está por trás de estátua que apareceu de um dia para o outro no centro de Londres

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados