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Após vetar projeto

Grupo para debater transparência no ES longe de sair do papel

Ao recomendar o veto a projeto que mudava regras de divulgação de informações nos Poderes, governador propôs grupo para discutir uma nova proposta. Ele ainda não se reuniu

Publicado em 07 de Junho de 2019 às 21:10

Vinícius Valfré

Publicado em 

07 jun 2019 às 21:10
A proposta feita pelo governador Renato Casagrande (PSB) como alternativa ao sepultamento do projeto de lei que criaria novas regras para divulgação de informações nos portais de transparência dos órgãos e Poderes estaduais ainda está longe de sair do papel.
Quando a Assembleia Legislativa manteve o veto do governador ao projeto, no dia 20 de maio, Casagrande propôs a criação de um grupo de discussão com os chefes da Assembleia, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Defensoria Pública.
O governador Renato Casagrande propôs criação do grupo Crédito: Hélio Filho/Secom
Até esta sexta-feira (07), 18 dias após o anúncio do grupo como alternativa ao veto, a primeira reunião ainda não foi marcada. A informação mais atualizada do governador, enviada por meio da assessoria dele, é a de que o encontro "deverá acontecer nas próximas semanas". 
A intenção de criar o grupo foi enviada ao presidente da Assembleia, deputado Erick Musso (PRB), e lida pouco antes da votação do veto do governador à matéria, proposta pelos próprios deputados. O grupo era o segundo proposto por Casagrande. O primeiro não prosperou.
Apesar da nobreza da ementa, da intenção do projeto, ele foi gestado graças a uma briga de bastidores entre Poderes. É que a Promotoria Cível de Vitória abriu procedimento para fechar o cerco à existência de funcionários fantasmas na Assembleia
Os deputados reagiram apresentando o projeto que avançava, entre outras coisas, sobre temas sensíveis a promotores, procuradores e magistrados. Visava, por exemplo, obrigar a exposição de justificativas para pagamentos de férias e licença-prêmio, benefícios que incrementam ganhos desses profissionais.
Além disso, os membros dos demais Poderes, inclusive os agentes políticos, deveriam preparar e publicar relatórios de atividades exercidas fora das sedes. Este é o ponto central do procedimento da Promotoria contra a Assembleia, obrigar a publicação de relatórios de assessores de deputados dispensados de bater ponto e de trabalhar no prédio da Assembleia.
O Gazeta Online já mostrou que falta transparência no controle sobre funcionários externos e que esses profissionais são usados para atividades mais ligadas a interesses particulares do que públicos. Um servidor, por exemplo, recebeu para "pedir apoio" a deputado na véspera da eleição de outubro. Depois de o político ser reeleito, o trabalho foi "agradecer" eleitores.
Procurados, os Poderes confirmaram que ainda não receberam convite formal do governo para a instalação do novo grupo de trabalho. Só o Ministério Público Estadual não deu retorno.

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