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Afastado do cargo

Mesmo preso, desembargador federal do ES continuará recebendo salário

Somente em novembro, Macário Júdice recebeu mais de R$ 80 mil líquidos; TRF2 diz que não teve determinação do STF para cortar remuneração

Publicado em 18 de Dezembro de 2025 às 15:07

Vinicius Zagoto

Publicado em 

18 dez 2025 às 15:07
Mesmo preso na Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói (RJ), e afastado do cargo, o desembargador federal capixaba Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), continuará recebendo salário.
De acordo com o Portal da Transparência do TRF2, o salário de um desembargador que atua na Corte é de R$ 41.845,49. No entanto, esse valor pode mais que dobrar com a soma de outras remunerações.
Macário, por exemplo, recebeu R$ 81 mil líquidos em novembro. Considerando pagamentos adicionais, como indenizações e gratificações, o total bruto chegou a R$ 125 mil. Somando os créditos desde 2023, quando assumiu o cargo de desembargador, até o mês passado, ele acumulou mais de R$ 1,7 milhão em proventos líquidos.
Questionado por A Gazeta sobre a prisão de Macário, o TRF2 confirmou que ele continuará recebendo salário, uma vez que não houve determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para corte da remuneração.
De fato, na decisão na qual determinou a prisão preventiva de Macário, o ministro Alexandre de Moraes o afastou do cargo e comunicou a medida ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, mas não determinou a suspensão dos proventos do desembargador.
O afastamento, inclusive, foi cumprido por Campbell na noite de terça-feira (16), horas após a prisão de Macário. Um juiz federal foi colocado para atuar no gabinete durante sua suspensão das atividades à frente do TRF2
Macário é suspeito de vazar informações da ação contra o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, que teria ligação com o Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Federal, Macário estava com o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), em um jantar em 2 de setembro, na véspera da Operação Zargun, que levou à prisão de TH Joias.
Agentes da PF confirmaram que houve uma troca de mensagens, às 22h12 daquele dia, entre o assessor de Bacellar, Rui Carvalho Bulhões Júnior, e o parlamentar. Na conversa, o então presidente da Alerj relata a Rui que estava em uma reunião com o desembargador capixaba, na Churrascaria Assador.
A PF ainda teria encontrado, no celular do presidente da Alerj, uma troca de mensagens entre ele e o desembargador, o que embasou a operação. Após esse encontro, Bacellar teria avisado TH Joias sobre a operação da Polícia Federal.
Após ser avisado por Bacellar, TH Joias teria apagado dados do seu celular e se desfeito de objetos em casa. Com um aparelho novo, teria colocado Bacellar como primeiro contato na lista de comunicação urgente. Enquanto a Polícia Federal estava em sua residência, o então deputado enviou ao presidente da Alerj uma foto das imagens do sistema de segurança que mostravam a equipe dentro do local. Os ambientes estavam revirados e faltavam móveis.

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