Em cada esquina, um pedido de ajuda. Jovens, idosos e crianças se espalham por cidades capixabas com cartazes improvisados em pedaços de papelão, exibindo frases que resumem todos a uma só condição:
pobreza. Eles pedem dinheiro, vendem balas, querem uma oportunidade para compensar a falta de comida, de moradia digna e de emprego. O problema é crônico, mas ganhou contornos mais severos com a pandemia da
Covid-19.
O número de pobres no
Espírito Santo cresceu 40% entre 2020 e 2021, segundo informações da Pesquisa Nacional de Domicílios Contínua (Pnad),
compiladas e analisadas pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). No primeiro ano da pandemia, a proporção de pobres na população total era de 18,7%, o equivalente a 767 mil pessoas. No ano passado, a pesquisa estimou 1,079 milhão de pobres no Estado — um a cada quatro capixabas. O Instituto considera pobre as famílias com renda de até R$ 486,70 por mês por pessoa. Já a linha da extrema pobreza é fixada em R$ 168,13 mensais por pessoa.
Indicador mais recente, o Boletim Desigualdade nas Metrópoles,
divulgado no início de agosto, mostrou que, entre 2020 e 2021, 503 mil pessoas que residem na Grande Vitória entraram em situação de pobreza, 24,8% dos moradores. A pobreza extrema também registrou recorde na região: 137 mil, o equivalente a 6,8% da população, recebe menos de R$ 10 por dia.
O combate à pobreza é tema desta segunda reportagem da série O que pensam os candidatos ao
governo do ES sobre..., com propostas para os principais desafios do Espírito Santo, elencados pela reportagem. O objetivo é ajudar o eleitor capixaba a escolher seus representantes nas Eleições 2022. Confira as respostas a seguir: