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Novos governos

Os pontos em comum nos discursos de posse de Bolsonaro e Casagrande

Presidente e governador foram empossados nesta terça-feira (1º)

Publicado em 02 de Janeiro de 2019 às 10:56

Vinícius Valfré

Publicado em 

02 jan 2019 às 10:56
Casagrande e Bolsonaro durante seus discursos de posse na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional, respectivamente: os dois prometeram cortar gastos públicos Crédito: Carlos Alberto Silva/ NELSON ALMEIDA/AGÊNCIA O GLOBO
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), foram empossados nos respectivos cargos na tarde desta terça-feira (1º). Apesar das profundas diferenças ideológicas, de trajetórias e de como ambos fazem política e se relacionam, os discursos deles tiveram pelo menos dois pontos em comum: a preocupação com o equilíbrio e com a qualidade dos gastos públicos e o interesse em melhorar a vida dos brasileiros e dos capixabas.
Na disputa eleitoral nacional, em meio a grandes tensões ideológicas no país, não se pode dizer que o debate econômico esteve no primeiro plano. Mas, após tomar posse, Bolsonaro deu destaque ao tema ao dizer que tem o desafio de enfrentar os efeitos da crise econômica e combater o desemprego.
No seu primeiro discurso no Congresso Nacional já como presidente, ele também havia mencionado a preocupação com a economia. “Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.”
Ele voltou ao tema em seu segundo discurso, no parlatório do Palácio do Planalto. “Vamos propor e implementar as reformas necessárias. Vamos ampliar infraestruturas, desburocratizar, simplificar, tirar a desconfiança e o peso do governo sobre quem trabalha e quem produz.”
Eleito com votos de mais de 57 milhões de brasileiros, o novo presidente não poupou suas tradicionais críticas à esquerda, ao “socialismo” e à “ideologia de gênero”. Bolsonaro também falou a todos os brasileiros. “Vamos, dia e noite, perseguir o objetivo de tornar o nosso país um lugar próspero e seguro para os nossos cidadãos e uma das maiores nações do planeta”, frisou.
PÚBLICO
Segundo o Gabinete de Segurança Institucional, 115 mil pessoas acompanharam a posse de Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios. Já a Casa Militar do governo do Espírito Santo calculou em cerca de 5 mil pessoas o público total no Palácio Anchieta, incluindo cerca de 850 pessoas no Salão São Tiago e o público que ocupou as demais dependências da sede do governo e as proximidades da Praça João Clímaco.
Sem o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) e bastante contagiada pela eleição nacional, a disputa estadual também não ficou concentrada em debates sobre modelos econômicos. Nos dois primeiros discursos após empossado no cargo, o governador Renato Casagrande repetiu as palavras “cautela” e “responsabilidade” ao mencionar cuidados que tomará ao autorizar gastos.
FISCAL E SOCIAL
Casagrande voltou a reconhecer a organização fiscal do Estado, herança deixada por Paulo Hartung. Destacou que “o pior da tempestade” já passou, mas que as águas ainda estão “agitadas” e que não há um porto seguro no horizonte.
Mas a preocupação fiscal serviu também para Casagrande lançar críticas ao ex-governador. Para o socialista, o governo passado fez programas e políticas públicas “sucumbirem” a uma visão “exclusivamente fiscalista”.
O socialista declarou ter compromisso “inarredável com o equilíbrio fiscal”. Por outro lado, disse que a responsabilidade que carrega é muito maior do que equilibrar receitas e gastos.
“A responsabilidade que recebo com essa faixa vai muito além do equilíbrio entre receitas e despesas. Assumi com os capixabas o compromisso de trabalhar sem descanso para melhorar a vida dos capixabas, em todas as regiões”, ressaltou.

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