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Tráfico de influência

PF apura se Abin tentou esconder doação de carro de empresário do ES a Jair Renan

Polícia Federal suspeita que a Abin tenha sido usada para retirar suspeitas sobre filho 04 do ex-presidente e incriminar ex-sócio dele

Publicado em 25 de Janeiro de 2024 às 19:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 jan 2024 às 19:36
Jair Renan Bolsonaro, filho 04 do presidente Jair Bolsonaro
Jair Renan Bolsonaro, filho 04 do presidente Jair Bolsonaro Crédito: Antonio Molina /Fotoarena/Folhapress
Polícia Federal apura se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) promoveu uma operação paralela para favorecer Jair Renan Bolsonaro em uma investigação de tráfico de influência. O filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria intermediado uma reunião de empresários — entre eles, uma empresa capixaba — com integrantes do governo. O inquérito foi arquivado em agosto de 2022. 
Segundo apuração de O Globo, a PF já havia identificado que a Abin atuou para prejudicar essa investigação. Mas, agora, encontrou elementos que indicam que a motivação foi eliminar as suspeitas que recaíam sobre Jair Renan e incriminar o ex-sócio dele, o personal trainer Allan Lucena.
Em novembro de 2020, representantes do grupo capixaba Gramazini Granitos e Mármores Thomazini se reuniram por duas vezes com membros do Ministério do Desenvolvimento Regional. Os encontros teriam sido intermediados pelo filho mais novo do ex-presidente e aconteceram um mês depois de Jair Renan e Allan serem presenteados com um carro elétrico no valor de R$ 90 mil. O carro foi doado pela empresa Neon Motors, ligada ao mesmo grupo da Gramazini, como revelou o jornal O Globo.
Durante a investigação da PF para apurar a suspeita de tráfico de influência nesse episódio, o órgão identificou que um integrante da Abin passou a seguir os passos de Allan Lucena. Ele foi chamado a depor e informou que havia sido instruído pelo chefe da agência à época, Alexandre Ramagem, a levantar informações a respeito de quem estava efetivamente usando o carro elétrico recebido da empresa capixaba. 
Segundo o Metópoles, o monitoramento do personal de Jair Renan era realizado para “livrar este último [Jair Renan] de investigações já então em curso em inquérito policial”.
Ao analisar o caso, a PF afirmou em um relatório que a agência interferiu nas investigações e que, após a operação ser descoberta, o ex-personal trainer de Renan decidiu devolver o automóvel elétrico. "A referida diligência, por lógica, atrapalhou as investigações em andamento posto que mudou o estado de ânimo do investigado", informou a PF.
Segundo decisão judicial que embasou 21 buscas e apreensões nesta quinta-feira (25), a que o Metrópoles teve acesso, “os policiais federais destacados, sob a direção de Alexandre Ramagem, utilizaram ferramentas e serviços da Abin para serviços e contrainteligência ilícitos e para interferir em diversas investigações da Polícia Federal, como, por exemplo, para tentar fazer prova a favor de Renan Bolsonaro, filho do então presidente Jair Bolsonaro”.
Jair Renan sempre negou ter ganhado um carro ou aberto as portas do governo a empresários. Advogado de Jair Renan, Admar Gonzaga afirmou, ao Globo, que não teve acesso à investigação da PF e que, por isso, não pode comentar. O defensor disse ainda que "tudo mais que está sendo falado" sobre o caso "é especulação da imprensa".
Quando a investigação de tráfico de influência foi aberta, a empresa Gramazini informou para A Gazeta que estava "à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos, desde já informando que não são verdadeiras as suspeitas lançadas contra a empresa, o que ficará provado no seu devido tempo e pelos meios próprios".  Em agosto de 2022, a PF informou não ter encontrado indícios de crime.
A reportagem procurou a Gramazini Granitos e Mármores Thomazini, mas, até a publicação desta matéria, não conseguiu contato.

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