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São Mateus

Prefeito é suspeito de usar esposa, filha e até mãe em esquema de lavagem de dinheiro no ES

Empresas usadas para compra de propriedades e desvio de recursos públicos estavam em nome de familiares de Daniel da Açaí, prefeito de São Mateus

Publicado em 29 de Setembro de 2021 às 02:00

Viviane Maciel

Publicado em 

29 set 2021 às 02:00
Prefeito de São Mateus foi preso em sua casa em São Mateus
Prefeito de São Mateus, Daniel da Açaí, foi preso em operação da Polícia Federal Crédito: Divulgação

Resumo da operação que resultou na prisão de Daniel da Açaí:

- O prefeito de São Mateus, Daniel Santana Barbosa, o Daniel da Açaí (sem partido), e empresários foram presos na manhã desta terça-feira (28) na Operação Minucius, da Polícia Federal.

- A operação teve a participação de 85 policiais federais de outros Estados devido ao volume de mandados a serem cumpridos: sete de prisão temporária e 25 de busca e apreensão, cumpridos em São Mateus, Linhares e Vila Velha. 

- A Polícia Federal encontrou mais de R$ 400 mil em espécie na casa de Daniel da Açaí e outros R$ 300 mil na empresa do prefeito.

- Entre as acusações, as investigações apontam que Daniel da Açaí seria o líder um esquema de fraude em contratos para a aquisição de kit merenda e cestas básicas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. 

- As apurações, segundo a Polícia Federal, indicam que o esquema fraudulento desviou recursos públicos em contratos que somam R$ 50 milhões

- Daniel da Açaí teria recebido de 10 a 20% de propina em obra de passarela no balneário de Guriri, segundo a PF. 

Documentos destruídos foram encontrados na casa e no gabinete do prefeito. A Polícia Federal suspeita de tentativa de destruição de provas.

- Após quebra de sigilo telefônico, áudios revelaram conversas entre suspeitos do desvio de dinheiro.

O prefeito de São Mateus, Daniel Santana Barbosa, conhecido como Daniel da Açai (sem partido), suspeito de liderar um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas, segundo a Polícia Federal, também teria usado a esposa, a filha e até a mãe dele como “laranjas” (pessoas usadas no lugar de outras para operações fraudulentas) na compra de imóveis, para ocultar o próprio patrimônio e desviar recursos públicos durante o atual mandato e também na gestão anterior (2017-2020).
Segundo consta no inquérito da Polícia Federal, em 2018 um imóvel rural teria sido comprado, no valor de R$ 1 milhão, pela empresa Trade Company Integrada de Desenvolvimento LTDA. A empresa está em nome de Mauricia Maciel Peçanha e Daniela Maciel Peçanha Santana Barbosa, respectivamente, esposa e filha de Daniel, suspeitas de serem usadas como laranjas nas transações do prefeito.
Essa aquisição, de acordo com a PF, teria se tratado de uma manobra de Daniel da Açaí para ocultação de seu patrimônio, e movimentação de elevadas quantias de dinheiro que não possuem descrição clara quanto a sua origem. A suspeita é de que parte do valor é proveniente de recursos públicos desviados durante sua gestão como prefeito de São Mateus.
Uma testemunha informou à Polícia Federal que até o valor da propriedade foi alterado nos documentos. O combinado teria sido R$ 1 milhão, mas nos papéis da venda a cotação foi reduzida para R$ 348 mil.
A investigação da PF também retrata outras transações da Trade Company para a aquisição de imóveis rurais localizados na região Norte do Espírito Santo.
Até mesmo a Mineração Litorânea, produtora da Água Mineral Açaí, origem do apelido do prefeito Daniel da Açaí, está registrada em nomes de laranjas. Os supostos “donos” da empresa são Orizona Costa Barbosa, apontada pela PF como “mãe de consideração” de Daniel, e Wagner Rock Viana, conhecido como Bolota.
A empresa seria administrada pela chefe de gabinete, Luana Zordan Palombo, uma das presas pela operação, suspeita de ser a responsável pela organização do esquema de fraudes em licitações no município.
Segundo a Polícia Federal, a Mineração Litorânea era utilizada para direcionar e desviar recursos públicos. No inquérito é apontado um o depósito de R$ 227.111,00, em espécie, que foi feito para a produtora da Água Mineral Açaí, por outras duas empresas que pertencem ao prefeito.

A OPERAÇÃO MINUCIUS

Operação Minucius apura os crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes em licitações praticados pelo prefeito da cidade e outros 18 investigados, entre empresários e assessores.
Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 25 de busca e apreensão, em residências e empresas nos municípios de São Mateus, Linhares e Vila Velha. Entre os presos está o prefeito de São Mateus, uma das controladoras do município, seu operador e quatro empresários suspeitos de ligação com o esquema criminoso.

OUTRO LADO

Por nota, a defesa de Daniel Santana Barbosa, informou que:
"O Prefeito de São Mateus, Daniel da Açaí, foi surpreendido com um mandado de prisão temporária hoje, 28/09/2021. Mesmo ainda não tendo sido dada a oportunidade de se defender, o Prefeito buscará o exercício das medidas judiciais cabíveis para esclarecimento dos fatos e reestabelecimento de sua liberdade. A prisão cautelar ocorrida na presente data não se encontra compatível com as regras da Constituição da República e da legislação. O Poder Judiciário, por meio de suas diversas instâncias, haverá de esclarecer as todas as questões em seu tempo próprio."

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