A tecnologia está a serviço do saneamento básico da Serra, e um exemplo disso é a Estação de Tratamento de Manguinhos. Com investimento na casa de R$ 13 milhões, a ETE recebeu equipamentos de última geração, com destaque para o novo sistema Filtro Disco Rotativo, importado da Itália, que a tornaram a mais eficiente do Espírito Santo.
O disco rotativo, apenas o segundo do tipo a ser instalado no Brasil, permite filtrar o efluente já tratado para devolver à natureza, sendo um produto com qualidade elevada, com menor demanda energética, menos geração de ruídos, menos odores e ainda ocupa pouco espaço físico.
Também foram instalados na ETE Manguinhos novos sistemas de aeração por ar difuso, que aumentam a eficiência de tratamento do esgoto.
Foram investidos ainda recursos em um novo preliminar compacto, um decantador secundário e um sistema compacto de desidratação, que contribuem de forma específica para cada parte do tratamento do efluente.
“Esse investimento significa inovação, tecnologia de ponta e tratamento de qualidade. O tratamento realizado pela ETE Manguinhos é o responsável para que mais de 110 litros por segundo de esgoto poluído não sejam despejados na natureza e, assim, sejam devidamente tratados”, destaca Valdir Antônio Alcardi Junior, diretor-executivo das unidades da Aegea no ES, um dos grupos donos da Ambiental Serra, que já investiu R$ 305 milhões desde 2015, quando assumiu o serviço.
A empresa é a responsável pela operação e manutenção do esgotamento sanitário no município por meio de uma parceria público-privado (PPP) com a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan).
Diretor-presidente das unidades da Aegea no ES, Justino Brunelli destaca a importância do investimento para a Serra, principalmente pela tecnologia inovadora.
“Este equipamento garante uma eficiência muito grande. Só existem dois no Brasil e um deles está na Serra, o que é motivo de muito orgulho para nós.”
A ETE Manguinhos atende atualmente 65 mil pessoas e trata 290 milhões de litros de esgoto por mês. A estação conta, ainda, com o processo de lodo ativado, no qual a matéria orgânica presente no afluente é consumida pelos microrganismos, o que dispensa o uso de produtos químicos.
INOVAÇÃO E AMPLIAÇÃO
A inovação e ampliação da rede de esgoto continua na Serra e, segundo Alcardi Júnior, avança para a universalização do esgotamento sanitário, metas do Novo Marco Legal do Saneamento.
“Para os próximos três anos está previsto a reversão e modernização de 18 ETEs do município. Entre as modernizações, está previsto a desativações das ETEs do tipo lagoas e construções de Estações com tecnologias mais modernas, como Reatores UASB, biofiltros, lodos ativados e outros”, destaca.