As quartas de final das Copas Libertadores e Sul-Americana podem "inaugurar" o novo protocolo da Conmebol para casos de racismo. A entidade sul-americana seguirá a recomendação da Fifa, que prevê o uso dos "braços cruzados" para denunciar racismo em jogos. Os jogadores devem cruzar as mãos na altura dos pulsos para sinalizar ao árbitro que foram alvo de insultos racistas. A Conmebol anunciou no dia 5 de setembro que implementaria o gesto em suas competições.
O gesto de incidente racista, que permitirá que jogadores, árbitros e equipe técnica assumam uma posição firme contra o racismo, será integrado ao procedimento de três níveis para incidentes discriminatórios em todos os torneios organizados pela Conmebol a partir de 2024. O regulamento prevê um procedimento com três "fases" em caso de racismo, podendo culminar na suspensão definitiva da partida. O árbitro precisará consultar autoridades e especialistas pertinentes antes de optar pela suspensão.
- Primeira fase: Interrupção da partida após árbitro, jogadores ou responsáveis pela competições apontarem um caso de racismo. Será emitido um comunicado ao estádios explicando o motivo da interrupção.
- Segunda fase: Suspensão temporária do jogo e ida dos jogadores para os vestiários. Novamente a decisão será anunciada no estádio.
- Terceira fase: Suspensão definitiva da partida. O regulamento prevê que "o árbitro tomará esta medida somente após consultar as autoridades e especialistas, e se considerar que é seguro fazê-lo".