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Ednaldo Rodrigues é afastado da presidência da CBF por decisão da Justiça

Vice-Presidente da entidade, Fernando Sarney foi nomeado interventor e terá que convocar novas eleições para o cargo

Publicado em 15 de Maio de 2025 às 18:02

Agência FolhaPress

Publicado em 

15 mai 2025 às 18:02
Ednaldo Rodrigues foi reeleito neste mês para mais um mandato à frente da CBF
Ednaldo Rodrigues foi reeleito neste mês para mais um mandato à frente da CBF Crédito: Staff Images / CBF
Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da CBF pela segunda vez desde que chegou ao cargo. A decisão foi causada por uma assinatura supostamente falsa de um dos vice-presidentes da entidade, o Coronel Nunes, em um acordo que dava poder ao baiano. A decisão do afastamento foi da Justiça do Rio, tomada pelo desembargador Gabriel Zefiro.
Quem fica no comando da CBF com a missão de convocar eleições é o vice-presidente Fernando Sarney. Ele foi um dos que entrou com petições na Justiça durante as últimas semanas para tirar Ednaldo do poder.

Base para a decisão

A crise da vez envolve o questionamento de uma assinatura no acordo que, antes, tinha resolvido o questionamento sobre a eleição de Ednaldo, em 2022. A suspeita recaiu sobre a condição de saúde do Coronel Nunes, um dos ex-dirigentes da CBF que assinou o documento em janeiro deste ano.
Além dele, Castellar Neto, Fernando Sarney, Gustavo Feijó, Adriano Aro (presidente da Federação Mineira) e o próprio Ednaldo Rodrigues (em nome da CBF) assinaram.
O documento é importante porque as partes reconheciam a validade da eleição de 2022, no processo que gerou o afastamento de Ednaldo em dezembro de 2023. O acordo, então, traria uma suposta calmaria ao ambiente político da CBF. Só que isso não durou cinco meses.
Quais os elementos trazidos para gerar dúvida de que Nunes, um octogenário ex-presidente da CBF, foi mesmo um dos signatários? Para começar, o estado de saúde dele. O Coronel passou por uma cirurgia séria durante tratamento de câncer no cérebro. Em 19 de junho de 2023, Jorge Pagura, médico que fez o procedimento e cuida do Coronel, fez um relatório no qual reportou "déficit cognitivo" no dirigente. Pagura ainda trabalha na CBF, como presidente da comissão médica.
O laudo passou a circular porque foi inserido em um processo na Justiça do Pará, no qual Nunes tentava interromper descontos de pensão da aposentadoria que recebe. O relatório foi o primeiro elemento trazido na discussão atual sobre a assinatura do Coronel.
Na petição de Fernando Sarney, um dos vices da CBF que pediu afastamento de Ednaldo da CBF, mais um documento da mesma época: uma procuração assinada pelo Coronel dando poderes a outra pessoa para gerir sua conta bancária. A escrevente do cartório até foi ao encontro do Coronel porque ele estava "impossibilitado de comparecer" ao órgão. A procuração tem tanto a assinatura por extenso quanto a rubrica do Coronel.
Depois disso, veio um elemento controverso. Um parecer técnico de uma perita contratada pelo vereador carioca Marcos Dias (Podemos). A empresa é de Jacqueline Tirotti. A conclusão dela é "impossibilidade de vinculação do punho" ao Coronel Nunes. A perita citou "divergências em relação aos padrões apresentados, conforme demonstrado no exame, bem como, ressaltando a fragilidade do documento questionado, em razão da ausência de grampeamento/fixação de folhas e ausência de rubricas".
A empresa que fez o laudo já teve trabalhos contestados, como no uso de um vídeo para acusar o padre Julio Lancelotti de pedofilia e na discussão se a apresentadora Ana Hickmann assinou documentos que geraram uma dívida na casa de R$ 1 milhão.
A CBF disse que o laudo "está sendo utilizado de forma midiática e precipitada, em verdadeira espetacularização que atende a interesses nada republicanos e aparentemente questionado por terceiros absolutamente estranhos ao processo".
Só que quando o assunto chegou, por ordem do Supremo Tribunal Federal, de volta à Justiça do Rio, o Coronel Nunes não compareceu à audiência na qual poderia esclarecer a história toda. Diante disso, o desembargador decidiu afastar toda a diretoria da CBF.
O primeiro afastamento de Ednaldo aconteceu em dezembro de 2023, quando a Justiça do Rio entendeu que o Ministério Público do Rio não tinha poder de propor o termo de ajustamento de conduta (TAC) que serviu como alicerce para a eleição de Ednaldo Rodrigues, em 2022.
Na ocasião, o TJ definiu o então presidente do STJD, José Perdiz, como interventor para realizar a eleição. Mas isso nem chegou a se concretizar, porque uma liminar no STF dada pelo ministro Gilmar Mendes reconduziu Ednaldo ao poder no mês seguinte.

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