O governo do Espírito Santo reconheceu no “Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social 2019-2022”, publicado no dia 2 deste mês, que a remuneração dos servidores e a desmotivação deles são as fraquezas a serem superadas no ambiente interno da gestão. O documento estabelece as diretrizes a serem adotadas na área.
Dentre as fraquezas reconhecidas pelo governo estão: limitações orçamentárias em razão do ajuste fiscal; déficit de efetivo ativo das forças de segurança pública e de defesa social; remuneração dos servidores bem abaixo da média nacional; defasagem tecnológica e falta de equipamentos e sistemas de TIC; desmotivação dos servidores da área de segurança pública e de defesa social; insuficiência do corpo técnico especializado para desenvolvimento de infraestrutura; e ausência de escritórios de projetos institucionalizados.
Já nas oportunidades, o projeto relata que a participação efetiva do governador Casagrande é um diferencial, assim como o comprometimento dos funcionários públicos.
O texto, que exalta o programa Estado Presente, detalha que são quatro os eixos de desafios. O primeiro é reduzir os homicídios dolosos. O Plano de Desenvolvimento Espírito Santo 2030 definiu como uma das metas estratégicas para Segurança Cidadã reduzir a taxa de homicídios para 30 por 100 mil habitantes até 2020, e para 10 por 100 mil habitantes até 2030. Em 2019, essa taxa foi de 24,3.
Ainda estão entre as metas a redução de crimes contra o patrimônio e os acidentes fatais de trânsito. O programa propõe também reduzir o número de desastres naturais e suavizar seus efeitos.