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Quebrando o tabu

10 fatos, mitos e curiosidades sobre a vagina

Muitas pessoas desconhecem fatos simples sobre a genitália feminina. A ginecologista Patrícia Leite informa as principais características da vagina
Bethania Miranda

Publicado em 20 de Junho de 2022 às 21:00

Flor, vagina
Conhecer a vagina é essencial para ter uma boa relação com o corpo como um todo, segundo a ginecologista Patrícia Leite. Crédito: Shutterstock
A sexualidade feminina é um dos maiores tabus da nossa sociedade. Tudo o que envolve esse assunto tem relação direta com antigos conceitos enraizados que foram herdados pelo modelo patriarcal, onde as mulheres não tinham voz e não podiam exercer sua vontade própria. Como consequência, o conhecimento sobre a vagina foi prejudicado e, até hoje, há muitas pessoas que desconhecem características básicas desse órgão genital.
A ginecologista Patrícia Leite pontua sobre a necessidade de aprender mais sobre a genitália feminina.
"Conhecer seu corpo é uma etapa importante do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal. Fazer as pazes com o corpo e com o que ele pode te trazer, pode proporcionar resultados incríveis"
A vagina é um órgão com muitas particularidades, cores, cheiros e tamanhos. Para desmistificar as informações que se têm sobre ela, a ginecologista listou os 10 fatos sobre o canal vaginal. Confira:

O cheiro e o gosto da vagina mudam

Muitas mulheres têm dificuldade para nomear e entender a vagina. Algumas até usam apelido para ela, mas na verdade a região externa é a vulva. Quando agachamos sem roupa no banheiro e pegamos um espelho o que vemos é a vulva! Se você afastar os lábios consegue ver a entrada da vagina, que é um canal interno.
Assim como a vulva (parte externa), a vagina também não tem um padrão e pode mudar seu aspecto e cor ao longo da vida da mulher. Pode mudar a coloração, tornando se mais opaca e esbranquiçada na menopausa e mais arroxeada na gravidez, pela mudança hormonal. Está tudo bem se a sua não é igual da sua amiga ou parecida com aquela que você viu numa revista.
A vagina mede aproximadamente 8cm, mas durante a excitação e relação sexual o corpo envia mensagens e ela pode mais que dobrar de tamanho. A vagina se estica tanto em comprimento quanto em diâmetro, o que permite uma relação sexual confortável ou a passagem do bebê durante o parto.
A vagina é um tubo muscular flexível, com isso, pode retornar ao seu tamanho e formato após se expandir. Logo após a relação sexual, ela retorna ao normal. A largura da vagina não fica comprometida pela frequência e quantidade de relações sexuais.
Algumas mulheres têm medo de colocar algo interno e “perder” dentro da vagina, mas isso não é possível, segundo Patrícia Leite. “A vagina tem um fundo fechado, como se fosse um copo. A abertura seria a entrada da vagina e o fundo do copo é a parte final da vagina. O fundo da vagina se conecta com o colo do útero, que é fechado e não é capaz de absorver algum objeto”, esclarece. Ou seja, pode ficar tranquila quanto a isso.
A vagina tem uma rede de microrganismos que habitam lá, incluindo grupos de bactérias e fungos, que formam a microbiota vaginal. E isso é essencial para a saúde dos órgãos sexuais e reprodutivos, pois são esses microrganismos que fazem o efeito protetor contra bactérias causadoras de doenças.
O principal grupo presente na flora da vagina são os lactobacilos, de acordo com a ginecologista. Essas bactérias naturais produzem o ácido lático, um composto responsável por gerar um pH ácido característico da vagina, que confere o odor suave da vagina saudável. Não é necessário usar cremes ou produtos que modifiquem esse cheiro, além do risco de alergias e desequilíbrio local.
O canal vaginal consegue se “limpar” sozinho a partir das próprias secreções. Aliás, é essa secreção (geralmente clara ou esbranquiçada) que muitas vezes fica na calcinha após um longo dia pra lá e pra cá. Não deve-se usar duchas vaginais ou outro instrumento para lavar a vagina: isso irá destruir a flora vaginal normal, podendo causar desequilíbrios e até aumentar a chance de corrimentos anormais.
As principais glândulas ficam bem na entradinha da vagina e são responsáveis pela lubrificação feminina. São conhecidas como glândulas de Bartholin. Quando estimuladas, elas trabalham para fornecer a lubrificação adequada antes e durante a penetração, evitando o desconforto no ato sexual.
O cheiro e o odor da vagina característicos são influenciados principalmente pelo seu pH ácido, mas isso pode variar ao longo do ciclo menstrual natural. Em geral, essas mudanças são sutis e podem não ser notadas. Porém, é possível perceber um leve cheiro e gosto metálico na proximidade do período menstrual, por exemplo. Muitas mulheres também percebem que o cheiro fica mais acentuado durante o período fértil, e decorre das alterações hormonais.

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