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Casa Branca

Equipe considera Trump uma criança, diz autor de livro

Segundo Michael Wolff, presidente americano não tem a menor credibilidade s

Publicado em 05 de Janeiro de 2018 às 18:24

Publicado em 

05 jan 2018 às 18:24
Trump afirmou que o livro de Wolff é "cheio de mentiras", e seus advogados tentaram impedir o lançamento do livro Crédito: Mario Tama | Getty Images
O autor do polêmico livro sobre bastidores da Casa Branca que tem incomodado o presidente americano, Donald Trump, disse que o republicano não tem a menor credibilidade entre os funcionários do governo. Em sua primeira entrevista desde o surgimento de trechos de "Fire and Fury: Inside the Trump White House", Michael Wolff afirmou que todos na equipe de Trump o descrevem da mesma forma:
"Todos dizem que ele é uma criança", afirmou o escritor em entrevista ao programa "The Today Show", da rede NBC. "O que eles querem dizer com isso é que ele tem a necessidade de gratificação instantânea. É tudo sobre ele. Esse homem não lê, não ouve. Ele é como uma máquina de pinball, atirando para todos os lados".
Michael Wolff também afirmou ter falado por três horas com o magnata antes e depois de sua eleição para poder escrever o livro.
"Falei com o presidente, se ele se deu conta de que era uma entrevista ou não, não sei, mas não estava em 'off' (algo a ser mantido em sigilo)", confirmou Wolff, apesar de o presidente ter escrito na quinta à noite em seu Twitter que "nunca falou para um livro".
O canal CNN revelou na quinta-feira que muitos legisladores americanos, a maioria democratas, consultaram uma professora de psiquiatria da Universidade de Yale, em dezembro, sobre a saúde mental do presidente Trump. Entre eles, no entanto, havia um republicano.
"Os legisladores disseram que estavam preocupados sobre o risco que representava o presidente, o risco que representava sua instabilidade mental para o país", disse à CNN a professora Brady Lee, editora do livro "O Perigoso Caso de Donald Trump", uma série de ensaios de psiquiatras que analisam o estado psicológico do presidente dos Estados Unidos.
Trump afirmou que o livro de Wolff é "cheio de mentiras", e seus advogados tentaram impedir o lançamento do livro, que estava previsto para a próxima terça-feira. No entanto, diante da iniciativa do governo, a editora Henry Holt antecipou para esta sexta-feira a publicação da obra. De acordo com o autor, o livro é baseado em 200 conversas com o presidente e membros de sua campanha que, muitas vezes, ofereceram relatos conflitantes.
Desde quarta-feira, a revelação de partes do livro levaram o presidente americano a adotar medidas revoltadas: rompeu publicamente qualquer relação com o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, a quem acusou de “perder o juízo”. No livro, o ex-assessor classificou uma reunião com uma advogada russa — na qual nomes ligados à campanha presidencial de Trump, entre eles seu filho, Donald Trump Jr. e seu genro, Jared Kushner, buscaram informações comprometedoras contra sua então adversária, Hillary Clinton — como “uma traição” e “um ato antipatriótico”.
“Não há chance de que Don Jr. (filho mais velho de Trump) não tenha levado essas pessoas ao escritório de seu pai no 26º andar”, diz Bannon, segundo o livro. “Três nomes do alto escalão da campanha (Don Jr., Jared Kushner, e o ex-chefe de campanha, Paul Manafort) acharam que era uma boa ideia encontrar uma agente de um governo estrangeiro na Trump Tower sem qualquer advogado presente. Mesmo se você não acha que isso é traiçoeiro, ou antipatriótico, ou uma merda, e eu acho tudo isso, o FBI deveria ter sido chamado imediatamente.”
 

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