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'Humilhação e constrangimento': o que diz ex-funcionária brasileira que acusa empresa de MrBeast de assédio

Lorrayne Mavromatis acusa a Beast Industries de assédio sexual e viés de gênero no local de trabalho. A empresa nega as acusações.

Publicado em 23 de Abril de 2026 às 16:34

BBC News Brasil

Publicado em 

23 abr 2026 às 16:34
Imagem BBC Brasil
O YouTuber MrBeast é um astro global, com milhões de seguidores na plataforma de vídeos Crédito: Getty Images
A brasileira Lorrayne Mavromatis, ex-funcionária da empresa de mídia do youtuber MrBeast, está processando a companhia por assédio sexual e viés de gênero no ambiente de trabalho.
MrBeast, de 27 anos e cujo nome verdadeiro é Jimmy Donaldson, é o criador de conteúdo com maior número de seguidores no YouTube. Ele tem mais de 500 funcionários.
Mavromatis trabalhou na empresa Beast Industries entre 2022 e 2025. Ex-executiva, ela afirma que o assédio às funcionárias mulheres era "tolerado" e as queixas não eram levadas a sério pela empresa.
Um porta-voz da Beast Industries descreveu as acusações como "categoricamente falsas" ao programa Newsbeat, da BBC Rádio 1.
Mavromatis entrou na empresa como coordenadora da sua conta no Instagram e foi promovida posteriormente.
Ela afirma, no processo judicial, ter sido destituída do cargo depois de "se queixar de um local de trabalho que não oferecia as proteções básicas de empregabilidade".
Na ação, ela destaca que o assédio sexual a outras funcionárias mulheres era "tolerado e/ou perpetuado pelos seus supervisores" e que também foi "tratada de forma diferente do seu colega homem".
Mavromatis relata ter se queixado do "ambiente hostil que ela e outras mulheres estavam vivenciando" e que a resposta foi que suas queixas "não tinham fundamento".
Em um exemplo relacionado nos documentos da ação, Mavromatis conta ter questionado ao ex-CEO (diretor-executivo) da Beast Industries, James Warren, por que Donaldson não iria trabalhar com ela em determinados projetos.
A ação afirma que Warren respondeu que ela era "uma bela mulher e sua aparência tinha um certo efeito sexual sobre Jimmy".
Ela afirma ainda ter sido "rapidamente despromovida e transferida para um cargo obscuro, conhecida pelos funcionários [da empresa] como a divisão onde 'as carreiras vão para morrer'."
Segundo o processo, Mavromatis foi dispensada menos de três semanas depois de retornar da sua licença-maternidade, com a justificativa de que suas "qualificações seriam altas demais" para o cargo.
Imagem BBC Brasil
O reality show Crédito: Getty Images
Mavromatis conta que sofreu "angústia mental, humilhação e constrangimento", além de "danos ao bem-estar emocional e psicológico", devido ao "comportamento de MrBeast e ações trabalhistas prejudiciais".
Ela pede "salários perdidos, benefícios perdidos, reintegração" e várias formas de compensações por prejuízos.
Um representante da empresa descreveu as acusações como uma "ação para obter influência", "baseada em distorções deliberadas e declarações categoricamente falsas".
"Temos os recibos para comprovar", declarou o representante à BBC.
Segundo ele, a empresa detém "extensas" evidências, incluindo mensagens, documentos e testemunhos que "desmentem categoricamente" as acusações de Mavromatis.
"Não nos submeteremos a advogados oportunistas que tentam obter pagamentos de nós", acrescentou a empresa.
Um representante da Beast Industries também declarou ao portal de entretenimento americano Variety que a demissão de Mavromatis não estava relacionada ao seu desempenho.
Ele afirmou que, no mesmo momento, foram eliminados cargos ocupados por homens e mulheres, durante uma reorganização da equipe como um todo.
O canal de Donaldson tem mais de 470 milhões de assinantes. Ele já enfrentou processos legais anteriormente.
MrBeast já foi mencionado em documentos judiciais, que alegam que participantes do seu reality show Beast Games foram "vergonhosamente explorados". Ele negou as acusações, que, segundo ele, foram "exageradas".
Em 2024, Donaldson contratou investigadores, depois que uma ex-coapresentadora foi acusada de aliciar um adolescente. Os advogados concluíram posteriormente que as acusações eram "infundadas".

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