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Conflito europeu

Ucrânia recorre ao Tribunal de Haia contra a Rússia e cita genocídio

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, quer que a Rússia dê fim aos ataques ao país de forma imediata; conflito chegou neste domingo (27) ao quarto dia

Publicado em 27 de Fevereiro de 2022 às 11:18

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 fev 2022 às 11:18
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou neste domingo (27) que o país entrou com pedido no Tribunal de Haia (Corte Internacional de Justiça) contra a Rússia. Ele quer que a Rússia dê fim aos ataques à Ucrânia de forma imediata e seja responsabilizada por "manipular a noção de genocídio para justificar a agressão".
"A Ucrânia apresentou seu pedido contra a Rússia à CIJ. A Rússia deve ser responsabilizada por manipular a noção de genocídio para justificar a agressão. Solicitamos uma decisão urgente ordenando que a Rússia cesse a atividade militar agora e esperamos que os julgamentos comecem na próxima semana", afirmou Zelensky, pelo Twitter.
A guerra entre Rússia e Ucrânia chegou neste domingo (27) ao quarto dia, com russos avançando sobre Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, também disse hoje que está disposto a negociar um cessar-fogo com representantes da Rússia, mas rejeitou encontrá-los em Belarus, que foi peça-chave para o início do conflito. Zelensky também critica o fato de Belarus ter sido escolhida pelos russos, não pelos ucranianos nem pelos bielerrussos, segundo divulgado pela emissora norte-americana CNN.
Belarus teve um papel importante no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, como também lembrou a CNN. Foi pela fronteira com Belarus que soldados russos iniciaram a invasão da Ucrânia, apoiada pelo governo bielorrusso.
A Rússia deu um prazo ainda desta manhã a fim de que os ucranianos dessem uma resposta sobre a proposta. A Secretária de Estado do Reino Unido, Liz Truss, disse não confiar nos "esforços" da Rússia pela negociação com a Ucrânia.
A vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Malyar, afirmou neste domingo que 4.300 militares russos já morrem na guerra travada em território ucraniano. Com o choque de versões entre ucranianos e russos, não é possível checar as informações com fontes seguras.
O vice-comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Yevhen Moisiuk, fez um apelo diretamente a soldados russos que estão em território ucranino.
"Pense sobre por que você está aqui, pelo que você está lutando e o que você quer alcançar. Espero que você tenha percebido que ninguém quer você aqui e não há razão para você estar aqui", disse ele em russo, em vídeo no Facebook.
"Acredite, nossa causa é justa, e você é apenas uma ferramenta nas mãos de seu governo. Estamos dando a vocês a chance de voltarem para suas famílias, e não perderem sua vida e dignidade. Abaixem suas armas e ponham as mãos no ar, para que nossos soldados e civis entendam que vocês nos ouviram. Este será a sua passagem para casa. Vá e defenda seu próprio país e não destrua o nosso."
A Organização das Nações Unidas informou hoje que 64 civis foram mortos e 240 ficaram feridos desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Desde a última quinta-feira, ao menos 368 mil refugiados deixaram a Ucrânia, de acordo com o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Deste total, 156 mil cruzaram a fronteira com a Polônia.

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