A seleção feminina de handebol perdeu sua primeira partida desde o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Após um empate e uma vitória, o esforço das atletas não foi suficiente para superar a Espanha. No sábado (31), o Brasil encara a Suécia, pela quarta rodada. O momento é para "sacudir a poeira e dar a volta por cima", segundo a ponta capixaba, Alexandra Nascimento.
O Brasil ainda não corre risco de ficar fora da próxima fase no handebol feminino. Faltam dois jogos para o término da 1ª fase - Espanha e França, nesta ordem. Mas a derrota pode servir de alerta, uma vez que a seleção esteve à frente do placar durante parte do primeiro tempo.
“Infelizmente é assim. São Jogos Olímpicos em que a gente tem que estar forte e esperar também a derrota. Infelizmente perdemos para a Espanha. Realmente começamos muito bem, elas conseguiram voltar e a gente não conseguiu seguir adiante", disse a capixaba ao editor de esportes, Filipe Souza.
Seleção de handebol sofre a primeira derrota em Tóquio
Alê acredita que a defesa espanhola tenha feito diferença na derrota por 27 a 23 na noite de quarta-feira (28).
"A defesa delas ficou mais agressiva e a gente não conseguiu achar a solução e a goleira delas foi muito bem”, comenta.
"Uma das nossas características é essa vibração e essa alegria. Hoje infelizmente não deu. Temos que ser conscientes que não é só empatar ou ganhar jogos. A gente tem que ter o caráter e a cabeça boa pra ganhar e no momento de perder, saber perder. Sacudir a poeira e dar a volta por cima. Agora já pensar na Suécia"
LONGEVIDADE NO ESPORTE
A boa atuação da defesa adversária tem nome e sobrenome: Silvia Navarro. A goleira de 42 anos foi decisiva para que o Brasil não empatasse ou conseguisse virar.
Ao final da partida, Alexandra Nascimento, que está em sua quinta Olimpíada, comentou sobre a longevidade da atleta espanhola. Segundo ela, amor e cuidado com o corpo são fundamentais para a extensão da carreira.
“A primeira coisa é o amor ao que você faz, que te prende e te agarra, e você não consegue sair tão fácil. O segundo é o cuidado também. Hoje em dia é mais fácil você ter mais informações e cuidar do seu corpo que é o que você mais trabalha e também com a mente", afirma.
"Ela tá com 42 anos, eu tenho 39 anos, mas a cabeça pesa um pouco. É o cansaço da rotina, é o cansaço de não ter tempo para você e para família. Mas acredito que é possível com o ambiente da família. A comissão técnica ajuda muito e as meninas também. É de tudo um pouco: a experiência, o amor ao esporte, o cuidado com você mesma. E dá nisso, a gente consegue jogar até essa idade"
No próximo sábado, às 4h15, o Brasil encara a Suécia. No dia seguinte, domingo, tem a França pela frente.