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Pressão alta: saiba quais são os principais sinais e o que fazer

A pressão alta pode não causar sintomas por muito tempo, e quando se manifesta, muitas vezes já está em um estágio avançado

Publicado em 17 de Abril de 2026 às 15:01

Guilherme Sillva

Publicado em 

17 abr 2026 às 15:01
Mulher medindo a pressão alta
O monitoramento regular da pressão, além da adoção de um estilo de vida equilibrado, são fundamentais Shutterstock
Apesar de comum, a hipertensão arterial - ou pressão alta - é uma doença silenciosa e traiçoeira. Sem apresentar sintomas claros na maioria dos casos, a doença pode evoluir e se tornar um fator de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e comprometimento dos rins.

o cardiologista Luciano Drager, do Hospital Sírio-Libanês, conta que pressão alta pode não causar sintomas por muito tempo, e quando se manifesta, muitas vezes já está em um estágio avançado. "Por isso, é fundamental aferir a pressão regularmente, manter uma alimentação com baixo teor de sal e praticar atividade física com frequência, de preferência sob a supervisão de um profissional de saúde”, orienta. 

A hipertensão é caracterizada pela elevação persistente dos níveis de pressão arterial. Em adultos, ela é diagnosticada quando os valores estão iguais ou superiores a 140 mmHg na pressão sistólica (a chamada pressão máxima) e 90 mmHg na diastólica (a pressão mínima).

A cardiologista Fernanda Bento, da Rede Meridional, conta que na maioria dos casos, não há uma causa única — a hipertensão é multifatorial. "Ela está relacionada a fatores como predisposição genética, excesso de sal na alimentação, sedentarismo, obesidade, estresse e envelhecimento".

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A pressão alta, ao longo do tempo, favorece a deterioração dos vasos sanguíneos e do coração, podendo levar a complicações graves, como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, doença renal e até perda de visão, especialmente quando não tratada adequadamente. "É fundamental manter o uso regular das medicações, aderir às medidas não medicamentosas e realizar acompanhamento médico periódico".


A cardiologista diz que  na maioria das vezes a hipertensão é silenciosa e não apresenta sintomas. "Em alguns casos, podem surgir dor de cabeça, tontura, falta de ar ou visão embaçada, geralmente quando os níveis de pressão estão muito elevados. É importante destacar que, muitas vezes, quando surgem sintomas, eles já podem estar relacionados a lesões em órgãos-alvo, ou seja, a danos que a pressão elevada já causou no organismo", ressalta Fernanda Bento.

Entenda como é o tratamento

O cardilogista Wilson Gonçalves Junior, da Unimed Sul Capixaba, conta que a condição tem comportamentos que podem piorar a hipertensão, como o sedentarismo, o consumo de alimentos ultraprocessados, o consumo de sal e de álcool em grandes quantidades. 

A pressão considerada normal é a de 12 por 7 ou menos. "Após isso, a condição merece cuidados pelo cardiologista. Não necessariamente o paciente vai precisar de medicamentos, mas de algumas orientações de estilo de vida que são extremamente eficazes de impedir essa progressão da pressão elevada para hipertensão".

O médico diz que o tratamento da pressão alta não passa apenas por medicaçãção. "De uma maneira geral, ele vai estar relacionado também a atividade física, porque potencializa o efeito do remédio e tem a capacidade natural de liberar uma série de substâncias que relaxam os nossos vasos sanguíneos. Também é importante uma dieta saudável, com pouca quantidade de sal, atenção aos alimentos ultraprocessados", diz Wilson Gonçalves Junior. 


Luciano Drager reforça que mudanças no estilo de vida — como praticar exercícios, reduzir o sal, perder peso e moderar o álcool — ajudam a controlar a pressão, especialmente nos casos leves. Ainda assim, muitos pacientes precisarão de medicamentos, mesmo com hábitos saudáveis. "Exercícios aeróbicos e a redução do consumo de sal e álcool estão entre as principais medidas de prevenção. Combinadas ao tratamento médico, essas ações tornam o controle da pressão mais eficaz".


O monitoramento regular da pressão, além da adoção de um estilo de vida equilibrado, são fundamentais para prevenir complicações da hipertensão arterial. Também é essencial buscar acompanhamento médico para diagnóstico e tratamento precoces, mesmo na ausência de sintomas — já que se trata de uma doença silenciosa. “O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento no momento certo e evitar problemas como infarto e AVC. Com orientação adequada, é possível controlar a pressão e manter uma boa qualidade de vida”, conclui o cardiologista.

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