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Leonel Ximenes

Secretária critica proibição de mulher trans como rainha do carnaval

Nara Borgo, titular da Secretaria Estadual dos Direitos Humanos, disse que a Liga das Escolas de Samba tem pensamento "misógino", "machista", "LGBTQfóbico" e "preconceituoso"; Fórum LGBT também criticou a medida

Publicado em 08 de Janeiro de 2020 às 12:09

Públicado em 

08 jan 2020 às 12:09
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Nara Borgo: "O samba, que um dia foi criminalizado, significa resistência, transgressão" Crédito: Ademir Ribeiro/SEDH
A secretária estadual dos Direitos Humanos, Nara Borgo, criticou em suas redes sociais a posição da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge) por não permitir que mulheres transexuais participem do concurso para a escolha da Rainha do Carnaval de Vitória 2020, conforme publicou hoje (8) a coluna.
Saber que a Liesge, que quer fazer com que o Espírito Santo ocupe um lugar de destaque no carnaval nacional, apresenta um pensamento misógino, machista, lgbtqfóbico e carregado de tanto preconceito e falta de conhecimento, nos desanima profundamente”, escreveu Nara, que se diz apaixonada pelo samba e pelo carnaval.
A secretária, que também é advogada e ativista dos direitos humanos, mandou um recado direto para Edvaldo Teixeira, presidente da Liga: “Mulher trans é mulher, senhor presidente! E vai ter mulher trans ocupando todos os espaços, porque nós podemos ocupar todos os espaços. Somos muitas, somos várias: hétero, cis, trans, lésbicas, bi, casadas, solteiras... somos todas mulheres”.
Em seguida, Nara Borgo lamentou a atitude da Liga e considerou que a proibição é um retrocesso para o carnaval capixaba: “Inaceitável essa declaração, que afasta o carnaval de tudo que ele significa e o leva ao atraso, mas não ao passado, porque o samba sempre foi vanguarda”.

FÓRUM LGBT TAMBÉM CRITICA LIGA DAS ESCOLAS DE SAMBA

Quem também criticou a posição da Liesge foi o Fórum Estadual LGBT do Espírito Santo. Em nota oficial, a entidade repudiou a proibição de mulheres trans como Rainha do Carnaval de Vitória: "É nítido que tal posicionamento apresenta não só desconhecimento por parte das questões identitárias, mas também sobre a própria história do Carnaval capixaba", diz a nota.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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