Na última semana, Fabiana relatou que, durante o tratamento, enfrenta a condição chamada de mucosite. O tratamento do câncer pode apresentar uma série de desafios, sendo a mucosite um deles, especialmente prevalente em pacientes submetidos ao transplante de medula óssea. Essa complicação comum pode afetar todo o trato gastrointestinal, incluindo boca, garganta, esôfago e outras áreas. A quimioterapia também pode ter outros efeitos colaterais.
A quimioterapia é uma das principais formas de tratamento contra o câncer, utilizando medicamentos específicos para combater as células cancerígenas ou impedir seu crescimento e disseminação. Esses medicamentos atuam interferindo no ciclo celular das células cancerosas, inibindo sua capacidade de se multiplicar e se espalhar pelo corpo.
Segundo a hematologista Karina Correa Barcelos, da Oncoclínicas Espírito Santo, os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme o tipo de medicamento e a sensibilidade individual de cada paciente. "Alguns sintomas comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, fadiga, queda de cabelo, diminuição da contagem de células sanguíneas, mucosite e inflamação dos nervos, a neuropatia periférica". Ela ressalta a importância do controle das náuseas e vômitos.
"Esses sintomas podem ser bastante desconfortáveis, mas existem medicamentos disponíveis para ajudar a controlá-los e melhorar a qualidade de vida durante o tratamento."
Outro efeito colateral significativo é a queda de cabelo, que pode afetar a autoestima dos pacientes. "Embora temporária, essa condição pode ser emocionalmente desafiadora e requer apoio e compreensão por parte da equipe médica e da família", destaca a médica.
Além disso, a diminuição da contagem de células sanguíneas pode aumentar o risco de infecções e hemorragias. É importante monitorar de perto os níveis sanguíneos durante o tratamento e, se necessário, realizar transfusões de sangue ou outros procedimentos para corrigir essas alterações.
“Apesar dos desafios apresentados pelos efeitos colaterais, a quimioterapia continua sendo uma ferramenta crucial no combate ao câncer, e com uma abordagem multidisciplinar e o suporte adequado, é possível minimizar esses sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes durante o tratamento”, conclui Karina.