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Intoxicação alimentar

BBB 24: Pode lavar frango antes de cozinhar? Entenda riscos da prática

A intoxicação alimentar ocorre justamente quando uma pessoa ingere alimentos ou bebidas contaminados por microrganismos prejudiciais, toxinas ou produtos químicos

Publicado em 19 de Janeiro de 2024 às 16:15

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 jan 2024 às 16:15
Lavar frango na pia
Especialista explica que o frango nunca deve ser lavado, nem na cuba da pia, nem em qualquer outro recipiente Crédito: Shutterstock
O motorista Davi Brito, do BBB 24, assumiu o papel de chefe de cozinha da casa. Após fazer café da manhã para os brothers, Davi começou a preparar um frango para o almoço. Após cortar a proteína, o participante colocou os pedaços na cuba da pia para lavá-los com detergente, o que chocou internautas e virou assunto online.
Mas, afinal, há algum problema em lavar o frango? Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, sim. “O frango nunca deve ser lavado, nem na cuba da pia, nem em qualquer outro recipiente. Isso porque a prática favorece a proliferação de microrganismos nocivos que são espalhados com a água nas superfícies ao redor, aumentando o risco de contaminação cruzada de outros alimentos e, consequentemente, de intoxicação alimentar. Então, é importante não lavar o frango. E não há necessidade de se preocupar com bactérias, pois elas serão eliminadas pelo calor durante o preparo adequado do alimento”, diz a especialista.
Segundo a médica nutróloga, a intoxicação alimentar ocorre justamente quando uma pessoa ingere alimentos ou bebidas contaminados por microrganismos prejudiciais, toxinas ou produtos químicos. “Os sintomas de intoxicação alimentar podem variar dependendo do agente causador, mas geralmente incluem náuseas, vômitos e diarreia, dor abdominal, febre, mal-estar geral, com fraqueza, fadiga e dores musculares. Esses sinais podem surgir de algumas horas a alguns dias após a ingestão do alimento contaminado, pois o tempo de incubação varia dependendo de fatores como o agente patogênico envolvido, a quantidade de microrganismos ingeridos e o estado de saúde geral do indivíduo”, diz Marcella.
Nos casos mais leves, que tendem a durar pouco tempo e não causam desidratação, a endocrinologista Deborah Beranger explica que o tratamento consiste principalmente na hidratação oral e repouso. “É importante também evitar alimentos que podem aumentar o quadro de diarreia, como aqueles ricos em gordura e leites e derivados”, afirma. Já em casos mais graves e persistentes, que duram por dias e são acompanhados de desidratação, vômitos, febre alta e diarreia acentuada, é fundamental buscar ajuda médica. “Nesses casos pode ser necessária internação para administração de hidratação venosa, reposição de eletrólitos, principalmente sódio e potássio, e uso de medicamentos para melhorar o enjoo e a cólica intestinal. Normalmente, remédios para diarreia não são indicados, pois esses patógenos têm que ser eliminados do organismo”, diz Deborah Beranger.
E lavar o frango não é a única causa da intoxicação alimentar. “Além da contaminação cruzada e da ingestão de alimentos contaminados por a bactérias, vírus, parasitas, toxinas e produtos químicos, a intoxicação alimentar também pode ser causada por fatores como consumo de água contaminada, armazenamento inadequado dos alimentos e falta de higiene pessoal durante o preparo”, diz Marcella Garcez.
Por isso, é importante adotar outras estratégias para prevenir o problema. “Para prevenir a intoxicação alimentar, é importante consumir frutas, verduras e legumes frescos e higienizá-los bem, consumir somente água filtrada, sempre lavar as mãos antes de manipular os alimentos e saber a procedência dos alimentos, principalmente daqueles que serão consumidos crus. Tome muito cuidado também com a tábua de corte, pois é comum que elas fiquem contaminadas com bactérias, levando assim a contaminação cruzada”, recomenda Deborah Beranger, que afirma que uma dúvida comum das pessoas é com relação ao ovo.
“É sempre importante guardar o ovo dentro da geladeira, nas prateleiras e não na porta, pois a oscilação de temperatura facilita a contaminação. Além disso, o ovo pode ser lavado, mas somente na hora do consumo, pois a umidade aumenta a chance de proliferação quando ele é guardado na geladeira após a higienização”, completa a endocrinologista.

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