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Distúrbios do sono

De apagão à dependência: conheça os riscos do uso indevido do Zolpidem

O medicamento é utilizado para o tratamento de distúrbios do sono, como a insônia. No entanto, deve ser sempre prescrito por um especialista e seu uso não pode ultrapassar quatro semanas

Publicado em 30 de Abril de 2024 às 14:12

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 abr 2024 às 14:12
Insônia
Preocupação dos especialistas é que o Zolpidem não seja utilizado por longos períodos Crédito: Shutterstock
Sonambulismo, alucinações e amnésia. Estas são algumas das consequências do uso indevido do Zolpidem. O medicamento, disponível há mais de 30 anos no mercado, é amplamente prescrito para o tratamento de insônia. No entanto, quando usado em altas doses e sem a devida prescrição médica, pode gerar sérios danos ao sistema nervoso, comprometendo o bem-estar dos pacientes.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mais de 20 milhões de caixas de Zolpidem foram vendidas somente em 2022. O aumento do consumo nos últimos anos vem acompanhado do crescimento de seu uso indiscriminado.
O psiquiatra Vicente de Paulo Ramatis, da Unimed Vitória, explica que se trata de um medicamento sedativo-hipnótico pertencente à classe das imidazopiridinas, que é usado principalmente no tratamento de distúrbios do sono, a exemplo da insônia seja ela transitória, ocasional ou crônica.
“O Zolpidem causa um efeito sedativo por um curto espaço de tempo, de cerca de uma a quatro horas. Ele age no cérebro para induzir o sono, ajudando as pessoas a adormecerem mais rapidamente e a terem um sono mais profundo”, detalha.
O médico também pontua que o sedativo não deve ser usado sem indicação de um especialista, que analisa o caso do paciente, pois seus efeitos colaterais são severos. "O uso indiscriminado do Zolpidem pode causar efeitos como sonambulismo, alucinações e amnésia, também chamada de apagão", diz o médico.
Vicente de Paulo Ramatis
Vicente de Paulo Ramatis fala sobre o uso do remédio Crédito: Divulgação
"O indivíduo não se lembra de nada após tomar o remédio, mas continua interagindo com o mundo e pode apresentar um comportamento estranho ou incomum"
Vicente de Paulo Ramatis - Psiquiatra
Outro risco é a chamada amnésia anterógrada, um tipo de perda de memória que ocorre quando a pessoa não consegue se lembrar de acontecimentos recentes. A memória também pode ser afetada de outras maneiras, prejudicando o desempenho dos indivíduos em tarefas cotidianas, como estudos e trabalho. “Dificuldade de raciocínio e perda de atenção também estão entre as consequências”, pontua Ramatis.

Uso de longo prazo é contraindicado

Uma outra preocupação dos especialistas é que o Zolpidem não seja utilizado por longos períodos. Vicente de Paulo Ramatis explica que a indicação é sempre usar o medicamento por menos de um mês, afastando, assim, o risco de dependência. “Casos de dependência foram relatados com maior frequência em pacientes tratados com Zolpidem por mais de quatro semanas", evidencia o psiquiatra.
O tratamento por um prazo maior do que quatro semanas consecutivas, sem demais intervenções pertinentes a cada caso, pode aumentar o risco de dependência e provocar insônia de rebote e sintomas residuais diurnos. "Nos casos em que a dependência se instalar, é necessário o acompanhamento médico para o uso de outros medicamentos, como anticonvulsivantes, para uma retirada segura de zolpidem. Além do mais, é necessário investir em psicoterapia e grupos de mútua ajuda, ou até mesmo considerar a possibilidade de uma internação hospitalar dependendo da gravidade do caso", diz a psiquiatra Aline Sabino.
A psiquiatra explica que o impacto de zolpidem sobre a cognição parece mais relacionada as pessoas não-idosas. "Uma revisão de um estudo mostrou que o desempenho na atenção, memória verbal e velocidade psicomotora ficam sensivelmente prejudicados nos usuários de zolpidem testados com idade média de 37 anos. Já nos idosos, o desequilíbrio é uma das consequências do uso de zolpidem, o que pode levar a traumas e fraturas com impacto direto na independência e qualidade de vida desta população", conta Aline Sabino.

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