A gripe K não é uma doença nova, mas sim uma variante genética (um subclado) do vírus Influenza A (H3N2). Os sintomas são os mesmos da gripe comum como febre, tosse, dores no corpo e cansaço.
O infectologista Raphael Zanotti, do Hospital Santa Rita, explica que o vírus Influenza A sofre rearranjos e pequenas mutações com frequência, dando origem a variantes periodicamente. "Essas variantes, eventualmente, conseguem evadir da resposta imunológica que as pessoas infectadas no passado por outras variantes (ou vacinadas com as variantes anteriores) possuem. Por isso ela é capaz de causar uma nova infecção. É frequente que a cada ano tenhamos cepas diferentes por causa da circulação entre diferentes populações e diferentes hemisférios ao longo do ano, dando tempo para surgir e proliferar novas variantes”.
Segundo o médico, os sintomas são os mesmos de outras variantes da gripe (Influenza A), não sendo possível diferenciar esta variante de outras baseado apenas nos sintomas que, geralmente, incluem febre, espirros, tosse, dor de garganta, dor de cabeça.
A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por meio de gotículas e secreções eliminadas pela boca e nariz, principalmente através da tosse, espirro e contato direto como, por exemplo, ao beijar, abraçar, tocar, além de contato indireto, como por compartilhamento de objetos e contato com superfícies onde foram depositadas essas secreções. “Situações que transportam o vírus das secreções da pessoa infectada até a boca, nariz ou olhos da pessoa exposta”, diz o médico.
O infectologista ressalta que é aconselhável que pessoas com sintomas evitem contato direto com outras pessoas, principalmente com aquelas pertencentes a grupos de risco. “Preferencialmente, é recomendado que usem máscaras, higienizem as mãos com frequência e utilizem a etiqueta da tosse/espirro sempre. Para pessoas sem sintomas, principalmente aquelas de grupos de risco, vacinar é fundamental para evitar formas graves da infecção”, pontua.
Por que tomar a vacina
A vacina é uma ferramenta altamente eficaz em evitar casos e, principalmente, casos graves e mortes pela gripe. “Como o vírus se 'atualiza', a vacina também precisa ser atualizada periodicamente, por isto a vacina precisa ser realizada periodicamente. De maneira geral, deve ser realizada a cada ano, para incluir variantes novas detectadas em circulação ao redor do mundo”.
A vacina é recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações para todas as pessoas a partir de seis meses de vida, especialmente idosos, gestantes, crianças, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas. “Entre outras formas de prevenção, é importante evitar o contato direto com pessoas com sintomas, higienizar as mãos com frequência e em caso de contato com pessoas sintomáticas ou com superfícies próximas de pessoas sintomáticas, além de evitar aglomerações”, afirma.
Segundo o infectologista, existe medicamento específico para o tratamento de Influenza, que é o antiviral Oseltamivir. “Ele está recomendado prioritariamente para pessoas pertencentes aos grupos de risco (idosos, gestantes, crianças, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas) e precisa ser feito bem no início da doença, preferencialmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas. Após isso, tem pouco ou nenhum benefício. Além disso, medicamentos como analgésicos e antitérmicos para controle dos sintomas e repouso ajudam”, conclui.