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Morte de influenciadora

Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para risco do uso de PMMA

A instituição explica que procedimentos que necessitam da utilização da substância PMMA devem ser indicados e realizados por médicos

Publicado em 05 de Julho de 2024 às 18:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 jul 2024 às 18:22
Aline Ferreira morreu após aplicação de PMMA em Goiânia
Aline Ferreira morreu após aplicação de PMMA em Goiânia Crédito: Reprodução @linefrreira
Após a influenciadora Aline Maria Ferreira, de 33 anos, morrer na terça-feira ao realizar um procedimento para aumentar os glúteos com a aplicação do polimetilmetacrilato (PMMA), em uma clínica de Goiânia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou comunicado alertando para risco do uso da substância. 
O texto diz que a SBD alerta que antes de realizar qualquer procedimento estético invasivo, é preciso certificar-se se o profissional escolhido é médico, habilitado e com situação regular no Conselho Regional de Medicina (CRM), evitando situações de risco decorrentes de possível atendimento por pessoas sem a devida qualificação e sem competência legal para tanto. Vale ressaltar que biomedicina e medicina são profissões distintas, ambas regulamentadas e com suas competências estabelecidas por lei.
A instituição explica que procedimentos que necessitam da utilização da substância PMMA devem ser indicados e realizados por médicos, pois podem produzir resultados imprevisíveis e indesejáveis, incluindo reações incuráveis e persistentes. O uso da substância pode causar reações imediatas ou em curto prazo, como: edemas locais, processos inflamatórios, reações alérgicas e formação de granuloma; e tardias, muitos anos após a realização da injeção.
"É essencial ressaltar que o PMMA não é recomendado para fins estéticos generalizados por diversas entidades médicas. A SBD reconhece que, apesar dos efeitos adversos, o PMMA continua a ser uma ferramenta valiosa para o tratamento de lipoatrofias severas, como por exemplo em alguns pacientes portadores de HIV/AIDS, desde que administrado por profissionais qualificados. A importância de procedimentos estéticos invasivos realizados por médicos capacitados é enfatizada como medida crucial na prevenção e manejo de complicações potenciais", diz o texto.
Quanto à regulamentação, todos os produtos utilizados em procedimentos médicos e estéticos no Brasil devem possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), garantindo segurança, eficácia e qualidade. A aplicação do PMMA é restrita a profissionais médicos habilitados, seguindo rigorosas orientações de dosagem e técnicas de aplicação estabelecidas pela Agência.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também se manifestou sobre o procedimento estético realizado por um não médico. "O uso da substância polimetilmetacrilato, conhecida como PMMA, bioplastia ou metacril, exige critérios rigorosos na indicação e definição da dose. A aplicação indiscriminada desse produto pode ocasionar complicações de difícil resolução, motivo pelo qual apenas o profissional médico está habilitado a conduzir o tratamento, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina", diz o texto. 

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