O Supermercado Santo Antônio demitiu cerca de 80 profissionais da rede de Guarapari. Foram dispensados empregados de diferentes setores e de todas as unidades - Muquiçaba, Centro (3) e Praia do Morro -, além de colaboradores que atuavam no centro de distribuição.
Apesar das demissões, a empresa - há mais de 50 anos no mercado capixaba - não anunciou o fechamento de unidades. Ela continua com a operação de cinco lojas, todas na Cidade Saúde.
Nos últimos dois meses, dois estabelecimentos do grupo tiveram suas atividades encerradas. Em dezembro de 2019 foi fechada a unidade do bairro Aeroporto, em Guarapari, e em janeiro de 2020 foi a vez da loja de Anchieta.
Nos últimos anos, a rede supermercadista vinha enfrentando dificuldades financeiras - como a própria companhia chegou a relatar em um comunicado aos clientes -, mas desde meados do ano passado, após vender as lojas para o empresário Creso Suerdieck Dourado, da DX Group Participações e Investimentos Eireli, as incertezas ganharam força.
Após adquirir a empresa da família Zouain, Creso Suerdieck anunciou novos empregos e expansão do grupo capixaba, mas com o passar dos meses, uma série de fatos, conforme relatados pela coluna, trouxeram dúvidas sobre o futuro do negócio.
Lojas começaram a ficar desabastecidas, fornecedores não foram pagos, o centro de distribuição foi completamente esvaziado, houve mudança em relação à forma de pagamento dos funcionários, máquinas de cartão de crédito irregulares foram apreendidas pela Receita Estadual e funcionários acusavam o não pagamento de FGTS e INSS.
Até que em novembro do ano passado, uma decisão liminar da Justiça definiu que a gestão da rede Santo Antônio deveria voltar para as mãos da família fundadora do negócio. Desde então, o Santo Antônio vem fazendo uma auditoria para identificar prejuízos.
De acordo com a diretoria da empresa, as decisões dos últimos meses têm o objetivo de tentar reestruturar a rede supermercadista.