No mundo da inovação, é comum ouvir termos em inglês como “skills”, que se referem às habilidades importantes para quem busca evoluir nesse campo. Mas, afinal, quais são as competências que os jovens prestes a ingressar no mercado de trabalho precisam desenvolver para inovar e empreender?
As respostas foram dadas no encontro “Diálogos: jovens que inovam”, realizado na sede da Rede Gazeta, em Vitória, nesta quarta-feira (26). O evento, mediado pela gerente-executiva de Produto Digital de A Gazeta, Elaine Silva, reuniu o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional do Espírito Santo, Bruno Lamas; o diretor regional do Senac Espírito Santo, Richardson Schmittel; e o pesquisador e CEO da Lume Robotics, Rânik Guidolini.
Ao ser questionado sobre o que é necessário para conseguir inovar, Rânik desmistificou a ideia de ser preciso conhecimento prévio grande em tecnologia.
“A maioria das pessoas que trabalham com a gente é recém-formada nas áreas de Engenharia Elétrica, Engenharia de Computação, Sistemas da Informação, cursos relacionados à informática. Costumo dizer que, com boa vontade e empenho, a gente consegue fazer quase qualquer coisa”, avaliou.
É nas chamadas soft skills que a gente pode se empenhar, na habilidade da pessoa de aprender, se esforçar para entender um novo trabalho e a disposição de assumir aquela tarefa e atividade
Rânik atua na Lume Robotics, startup capixaba à frente de alguns dos principais projetos de veículos autônomos do país.
Richardson Schmittel, por sua vez, destacou que os indivíduos precisam não só aprender a conhecer tecnicamente o que vão desenvolver como também cuidar da saúde mental e das conexões no ambiente de trabalho.
Não estamos vivendo um momento de competição. É um momento de colaboração. Acho que a principal competência que temos que aprender a desenvolver nas instituições é crescer juntos. É um novo momento da sociedade. Quando todos conseguirem compreender isso, teremos uma sociedade mais justa em desenvolvimento econômico sustentável
Já Bruno Lamas completou que, para desenvolver essas habilidades, sejam técnicas, sejam comportamentais, é importante se qualificar. O secretário destacou que o Estado oferece diversos caminhos para os jovens nesse aspecto, como o QualificarES, além dos cursos apoiados pela secretaria em parceria com Senac e Senai.
O secretário destacou, por fim, ser necessário que os jovens tenham a capacidade de adaptar a diferentes ambientes.
“As habilidades do futuro passam muito pela nossa capacidade de adaptação às novas tecnologias a esse mundo. O professor é insubstituível. As pessoas são insubstituíveis. Não existe IA no mundo que vá substituir todas as pessoas, até porque ela é feita por pessoas e para pessoas e será aquilo que nós determinamos que ela seja”, avaliou.
A adaptabilidade para quem quer inovar ou avançar na carreira é a palavra que eu gostaria de deixar no coração e na mente de vocês. Se a gente não se adaptar, a onda vai passar e a gente vai ficar para trás
Dicas dos especialistas
- Tenha e demonstre boa vontade
- Seja empenhado
- Cuide da saúde mental
- Crie boas relações no ambiente de trabalho e em outras empresas
- Não foque somente em competir e saiba colaborar
- Aprimore a capacidade de se adaptar a cenários diferentes