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ES fecha junho sem feminicídios, o único mês no 1° semestre de 2025

De acordo com o Mapa da Segurança Pública, pelo menos três mulheres são assassinadas todos os meses no Espírito Santo

Publicado em 01 de Julho de 2025 às 17:39

Caroline Freitas

Publicado em 

01 jul 2025 às 17:39
Vitória - Vigília pelo fim dos feminicídios e da violência contra as mulheres, realizado na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória
Vigília pelo fim dos feminicídios e da violência contra as mulheres realizado em Vitória Crédito: Fernando Madeira | Arquivo A Gazeta
Mesmo ocupando o 6º lugar no ranking de maior taxa de feminicídios em todo o Brasil, o Espírito Santo encerrou o mês de junho sem registro deste tipo de crime — o único mês sem assassinato de mulheres no primeiro semestre de 2025. 
De acordo com o Mapa da Segurança Pública, pelo menos três mulheres são assassinadas todos os meses no Espírito Santo. Em junho, porém, não houve registro: foram 32 dias consecutivos sem feminicídio, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). O último crime ocorreu em 29 de maio, na cidade de Viana, Região Metropolitana de Vitória.
Apesar de ser tratado como dado positivo pelo Governo do Estado, este intervalo recente sem assassinatos de mulheres não alcança o recorde histórico há três anos: 58 dias consecutivos.
Catorze mulheres foram mortas no Espírito Santo neste primeiro semestre —  foram 21 no mesmo período do ano passado. A maior parte dos crimes foi praticada por ex-companheiros (41%), namorados (33%) ou companheiros (25%). Em quase metade dos casos foi utilizado objeto cortante.

Ações ajudaram, diz delegada

Para a delegada Natália Tenório, subgerente da Gerência de Proteção à Mulher da Sesp, a política de enfrentamento à violência contra mulher é complexa, mas as estratégias que vêm sendo pensadas para o Espírito Santo tem contribuído para a diminuição das estatísticas.
“Temos, por exemplo, as Deams (Delegacias da Mulher) Itinerantes, com a Polícia Civil percorrendo o interior do nosso estado, em especial em municípios em que não existem delegacias especializadas, promovendo ações de conscientização, prevenção e repressão. Temos também o projeto Homem que é Homem, com grupos de reflexão. Hoje já são 25 municípios contemplados e estamos em processo de diálogo para expansão para mais oito”, listou.
Ela cita ainda a instituição de um setor de serviço social na central de flagrantes e a criação das Salas Marias, que são espaços humanizados dentro das Delegacias Regionais para acolher as mulheres vítimas de violência e seus filhos no momento da denúncia. Elas já existem na Grande Vitória e o projeto está em expansão para as delegacias de plantão do interior do Estado.
Outra ação prevista é a criação de uma superintendência específica na Polícia Civil para tratar especificamente da questão do enfrentamento à violência contra a mulher, a exemplo do que já foi implementado na PM no ano passado.
“E há algumas coisas mais recentes, que já conseguimos ver resultados, como os mutirões nas delegacias especializadas, que têm trazido um aumento significativo na celeridade da conclusão de inquéritos policiais, para serem encaminhados à justiça e virem processos, e também está aumentado o número de apurações de disque-denúncia. Outro fator muito importante foi a criação da Secretaria Estadual das Mulheres, em 2023, que facilitou a aproximação de todos os setores do governo e a articulação de estratégias de enfrentamento à violência", finalizou.

Atualização

04/07/2025 - 12:56
O título e o texto foram alterados para contextualizar melhor a realidade dos crimes de feminícidio no Espírito Santo. 

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