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Eleições 2020

Vandinho quer ser a direita na eleição a prefeito da Serra

Apostando que a polarização das eleições gerais de 2018 ainda terá profunda ressonância nas eleições municipais deste ano, Vandinho planeja transpor, para o embate eleitoral na Serra, uma discussão de caráter ideológico

Publicado em 29 de Fevereiro de 2020 às 07:01

Públicado em 

29 fev 2020 às 07:01
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Vandinho Leite Crédito: Amarildo
O deputado estadual Vandinho Leite (PSDB) é pré-candidatíssimo a prefeito da Serra. A esta altura do campeonato, só não assume publicamente a pretensão (como tem feito, por exemplo, Bruno Lamas) por um motivo estratégico: a partir do momento em que o fizer, passará a ser alvo de potenciais adversários, e tudo o que fizer ou disser, na Assembleia Legislativa, passará a ser atribuído a interesses eleitorais.
Na Assembleia, a propósito, Vandinho tem sido um dos parlamentares com postura mais marcantemente ideológica. A ideologia, no caso, é a da direita conservadora. Sua grande referência é João Doria, mas por vezes parece mais próximo do bolsonarismo do que da linha seguida pelo governador de São Paulo – que tem se afastado de Bolsonaro e criticado o presidente, após ter sido eleito com ajuda do voto “Bolsodoria”. Com os dois pés bem fincados na bancada de oposição ao governo Casagrande (PSB) na Assembleia, ao lado de Lorenzo Pazolini (direita) e Capitão Assumção (extrema direita), Vandinho tem batido forte no governo do PSB (partido ao qual já pertenceu) e, sempre que o critica da tribuna, faz questão de sublinhar que se trata de um “governo de esquerda”.
Apostando que a polarização ideológica das eleições gerais de 2018 ainda terá profunda ressonância nas eleições municipais deste ano, Vandinho planeja transpor, para o embate eleitoral na Serra, essa discussão de caráter ideológico. Na prática, isso significa que o deputado pretende martelar nos principais adversários uma placa onde se lerá: “candidato de esquerda”. Isso vale, naturalmente, para Bruno Lamas, do PSB de Casagrande, mas não só para ele. Também Sérgio Vidigal, se confirmar candidatura, será tratado desse jeito por Vandinho, por ser o líder histórico, no Espírito Santo, do PDT, partido de Ciro Gomes e de oposição a Bolsonaro, além de fazer parte do governo Casagrande. O rótulo também será colado no candidato do prefeito Audifax Barcelos, qualquer que seja ele, já que Audifax pertence à Rede Sustentabilidade (também um partido de esquerda), tendo passado anteriormente por PT, PDT e PSB.
Confira a entrevista de Vandinho:

O senhor é pré-candidato a prefeito da Serra?

Com certeza o PSDB terá candidato na Serra. Essa questão será decidida no momento certo, com certeza o mais próximo possível das convenções municipais.

E, nesse caso, qual deve ser a plataforma de campanha do candidato do partido no município?

Hoje eu percebo que a cidade está passando por um cansaço das administrações do atual prefeito e do ex-prefeito [Vidigal], que focaram muito só no bloco e no concreto. Agora, o objetivo do PSDB é apresentar um novo projeto para a cidade com foco nos serviços, como por exemplo na área da saúde. Acolher as pessoas. No atendimento básico, estão faltando pediatras e ginecologistas para atender as crianças e as mulheres. Conseguir marcar uma especialidade é uma raridade na Serra. Acredito que é possível implantar serviços inclusive na parceria público-privada, como fez João Doria em São Paulo. Com certeza é um projeto alternativo à polarização, que nós vamos apresentar, via partido, à sociedade serrana.

O senhor acha que essa eleição municipal, mesmo tendo as características próprias de uma eleição municipal, também terá um corte ideológico, assim como a de 2018?

Acredito que isso vai interferir menos, mas vai interferir, sim. Acredito que a população está acompanhando de perto esses posicionamentos ideológicos. E a população está, sim, buscando informações sobre os candidatos. No meu caso específico, com certeza é a busca de uma candidatura mais à direita, que vai ter como principal objetivo parcerias com o governo federal. Temos interesse em fazer uma aproximação Serra-Brasil com o governo do presidente Bolsonaro. E a frente de alianças que estamos buscando para a Serra é uma frente à direita, que preserva a família, os bons costumes e a diminuição da máquina pública. Se o partido chegar à prefeitura, vamos anunciar a redução da quantidade de secretarias e de cargos comissionados. Ou seja, a máquina mais enxuta, meritocracia... Pontos que a direita hoje deixa claro em todo o país, nós vamos querer implementar na cidade da Serra.

Conservador nos costumes, liberal na economia e na administração pública?

Sem dúvida nenhuma. É assim que me identifico ideologicamente. E é a forma como vou apresentar... [se corrige] que o PSDB vai apresentar uma candidatura na Serra.

Quais siglas podem fazer parte desse arco de alianças na Serra?

Eu não tenho interesse nenhum em ter um monte de partidos. Bolsonaro virou presidente da República com dois partidos. Então, a minha ideia é trabalhar uma frente com dois, três partidos, sem negociar espaços políticos na prefeitura, para que a gente tenha condições de fazer uma administração a mais técnica possível. Estamos dialogando com alguns partidos com esse intuito, como por exemplo o PSL e o PRB [atual Republicanos].

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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