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Eduardo Schwartz Borges

A Praça do Cauê e as faixas para ônibus

A modificação na Praça do Cauê viabiliza a criação de faixas exclusivas até o antigo aeroporto

Publicado em 14 de Novembro de 2018 às 14:25

Públicado em 

14 nov 2018 às 14:25

Colunista

Eduardo Schwartz Borges*
A modificação da Praça do Cauê para permitir a continuidade das seis faixas da Reta da Penha até a Terceira Ponte finalmente volta à tona, após solicitação formalizada à Prefeitura de Vitória para tal avanço pelas associações de moradores de Santa Helena e Enseada do Suá, em agosto último, impulsionada pelos anúncios da retomada de investimentos em mobilidade urbana na Região Metropolitana da Grande Vitória pelo governador eleito.
Colunas do excelente “Um Tema, Duas Visões” deste jornal, de 4 de novembro, apresentam opiniões distintas de respeitados estudiosos, os professores Manoel Rodrigues e André Abe. Em síntese, o primeiro apresenta ser favorável à modificação, enquanto o segundo ressalta, claro, que tal intervenção não será milagrosa para o trânsito, sendo um problema de urbanismo. Ambos, entretanto, não mencionam a maior virtude da modificação: a viabilização de faixas exclusivas para o transporte coletivo desde Vila Velha, em virtude do aumento de faixa(s) na Terceira Ponte recém anunciado pelo governo do Estado – eliminando-se a atual mureta central –, até a altura do antigo Aeroporto de Vitória na Avenida Fernando Ferrari, passando pela Reta da Penha.
Outros conceituados arquitetos e urbanistas capixabas, como Sandro Pretti, Kennedy Viana, Antônio Chalhub, Bernardo Grasseli e Bruno Vilas Novas, concordam com a necessidade dessa modificação da Praça do Cauê. Não parece ser difícil concordar com isso, visto que, além da referida melhoria para o transporte de massa, as novas praças laterais seriam mais integradas ao ambiente construído – de um lado, uma escola pública que teria como quintal uma grande praça sem divisão por tráfego de veículos; de outro, edificações residenciais com acesso à praça separado apenas por uma única faixa de acesso de veículos aos edifícios –, sem a segregação atual por tráfego pesado.
De quebra, a nova configuração, ao facilitar o tráfego de ônibus com a ligação direta entre a ponte e a Reta da Penha, permitiria ainda a redução de tráfego pesado na Avenida Alaor de Queiroz Araújo, uma via com uso majoritariamente residencial e de escolas, localizada no bairro de Santa Helena, aumentando a qualidade de vida para seus moradores.
É engenheiro civil, mestre em urbanismo e diretor do Sinduscon-ES*

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