No endividamento de quase R$ 1 bilhão apresentado pela Apex Partners à Justiça, quase a metade, R$ 452,3 milhões, são de debêntures (títulos de dívida emitidos pela empresa). E quem são esses credores? Ao todo, cerca de 300 investidores compraram debêntures da Apex, mas a maior parte, algo perto de 75% (R$ 339 milhões), está nas mãos de apenas 15 aplicadores. Tratam-se de grandes empresas e investidores, inclusive de fora do Espírito Santo. Alguns são sócios da Apex e há também casos de donos de empresas parceiras da plataforma de investimentos.
Emitidas por intermédio da Rhino Securitizadora, as debêntures eram ofertadas ao mercado pela própria Apex. Começaram a circular em meados de 2024 e, importante frisar, nenhuma está vencida, ou seja, não há, até agora, inadimplência. Os papéis em questão começam a vencer em 2027 e o prazo de pagamento termina em 2030.
Com remuneração de 110% a 130% do CDI ou IPCA (inflação) acrescido de 1,1% a 1,3% ao mês, a garantia dos debenturistas são ações da própria BRM Apex Investimentos e da Apex Partners. Ou seja, em caso de não pagamento, os financiadores virariam sócios relevantes do conglomerado em crise. As debêntures da Apex contam com cláusulas contratuais de proteção ao credor com gatilhos que antecipam o vencimento da dívida em caso de não pagamento.
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