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Abdo Filho

Debêntures da Apex estão nas mãos de poucos (e grandes) investidores

São 452,1 milhões que foram financiados por cerca de 300 investidores, mas grande parte está com cerca de 15. Trata-se da maior parte do endividamento apresentado pela Apex à Justiça

Publicado em 25 de Agosto de 2026 às 03:00

Públicado em 

25 ago 2026 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Sede da Apex Partners na Praia do Suá, Vitória.
Sede da Apex Partners, na Praia do Suá, Vitória. Carlos Alberto Silva

No endividamento de quase R$ 1 bilhão apresentado pela Apex Partners à Justiça, quase a metade, R$ 452,3 milhões, são de debêntures (títulos de dívida emitidos pela empresa). E quem são esses credores? Ao todo, cerca de 300 investidores compraram debêntures da Apex, mas a maior parte, algo perto de 75% (R$ 339 milhões), está nas mãos de apenas 15 aplicadores. Tratam-se de grandes empresas e investidores, inclusive de fora do Espírito Santo. Alguns são sócios da Apex e há também casos de donos de empresas parceiras da plataforma de investimentos.

Emitidas por intermédio da Rhino Securitizadora, as debêntures eram ofertadas ao mercado pela própria Apex. Começaram a circular em meados de 2024 e, importante frisar, nenhuma está vencida, ou seja, não há, até agora, inadimplência. Os papéis em questão começam a vencer em 2027 e o prazo de pagamento termina em 2030.

Com remuneração de 110% a 130% do CDI ou IPCA (inflação) acrescido de 1,1% a 1,3% ao mês, a garantia dos debenturistas são ações da própria BRM Apex Investimentos e da Apex Partners. Ou seja, em caso de não pagamento, os financiadores virariam sócios relevantes do conglomerado em crise. As debêntures da Apex contam com cláusulas contratuais de proteção ao credor com gatilhos que antecipam o vencimento da dívida em caso de não pagamento. 

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Abdo Filho

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Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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