A entrada de máquinas e demais implementos nas lavouras do Espírito Santo está avançando de maneira muito expressiva. As boas cotações e o crescimento do volume em culturas como café e pimenta-do-reino, muito fortes no Estado, capitalizaram os produtores e o investimento em maquinário só faz crescer nos últimos anos, ainda mais em um cenário de dificuldade na contratação de mão-de-obra. Pelas contas da Secretaria de Estado da Agricultura, algo perto de 40% da produção capixaba já é colhida por máquinas. Há dez anos, este volume era próximo de zero.
Dados do setor automotivo mostram que, em 2021, foram vendidos 806 tratores no Espírito Santo, cerca de 90% para clientes do agronegócio. No ano passado, foram 1.732 máquinas. Uma expansão de 114,8% em apenas cinco anos. Outra informação confirma a rapidez do movimento. Em 2021, para cada trator vendido, eram comercializados 3,5 implementos (arados, grades, plantadeiras e outros). Em 2025, para cada trator, foram vendidos 4,5 implementos. Ou seja, são mais tratores e mais implementos por trator, uma multiplicação para lá de interessante.
Outra variável relevante: em 2020, nenhuma automotriz, colheitadeira de grande rendimento, operava em solo capixaba. Hoje, são mais de 100 espalhadas pelas propriedades, principalmente de café, do Norte e Noroeste do Espírito Santo. Cada máquina desta custa cerca de R$ 1,4 milhão.
Os ganhos de eficiência e produtividade são muito grandes com a mecanização, ainda mais em um cenário de maquinário com muita tecnologia embarcada e inteligência artificial. Muito embora a aceleração dos investimentos tenha se dado recentemente, os ganhos, principalmente no médio prazo, tendem a ser exponenciais.
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