A Orvel, braço automotivo do Grupo Orletti, viu o seu faturamento dar um enorme salto de maior de 2025 para cá. O que aconteceu de lá para cá? A entrada das marcas chinesas no portfólio de concessionárias da rede capixaba, com a Omoda Jaecoo. Hoje, a rede capixaba já está com Geely, Jetour e MG (marca britânica que foi comprada pela chinesa SAIC). Em maio de 2025, o grupo tinha 21 concessionárias e oito unidades de seminovos. Até o final de 2026, serão 36 concessionárias e 12 lojas de seminovos. A previsão de aumento de faturamento para o ano é de 51%.
"Veja que já éramos um grupo consolidado, de faturamento relevante e trabalhando com várias marcas, mas o que está acontecendo com o mercado automotivo é muito forte. É uma revolução muito rápida, algo difícil de se ver. Estamos passando por uma mudança na matriz energética, com a eletrificação da frota, e a entrada dos chineses na indústria. Eles conseguiram evoluir muito na parte da eletrificação, colocaram muita tecnologia nos veículos, melhoraram demais no design e conforto e são muito competitivos no preço. O resultado é este que nós estamos vendo, estão mudando fortemente o mercado", explicou Wagner Orletti, diretor responsável pela Orvel.
No Brasil, algo perto de 20% dos carros novos vendidos são híbridos ou 100% elétricos. No Espírito Santo, a aderência é maior: 28% das vendas. "As concessionárias Orvel respondem por 25% de todos os carros eletrificados comercializados no Estado. O aumento do nosso faturamento, de fato muito forte, está completamente ligado à comercialização dos carros chineses. Faremos, pelo menos, mais sete concessionárias em 2027 e deve haver uma expansão de marcas. Vejo uma revolução energética e também competitiva".
Orletti dá dois motivos principais para não crescer mais. "Juros altos e falta de mão de obra. São entraves muito pesados para a economia brasileira. Precisamos enfrentá-los para conseguirmos crescer mais".
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