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Letícia Gonçalves

A cantora gospel que saiu do partido de Pazolini para o palanque de Ricardo

Em 2022, Bruna Olly, filiada ao Republicanos, apoiou Manato (PL) contra Casagrande. Agora no MDB, pede votos para Ricardo Ferraço e para o ex-governador

Publicado em 22 de Agosto de 2026 às 06:00

Públicado em 

22 ago 2026 às 06:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Bruna Olly Arthur Louzada
Em 2022, a cantora gospel Bruna Olly foi candidata a deputada federal pelo Republicanos, partido do então prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini. No segundo turno da eleição pelo governo do Espírito Santo, no mesmo ano, apoiou Carlos Manato (PL) contra Renato Casagrande (PSB).

De maio de 2024 a agosto de 2025, ela integrou a gestão de Pazolini como subsecretária da Mulher, ligada à Secretaria de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho. Mas, desde março de 2026, Bruna Olly está filiada ao MDB do governador Ricardo Ferraço.

O ex-prefeito e o emedebista são adversários na disputa pelo Palácio Anchieta. E Bruna já fez sua escolha, como a nova sigla indica. 

Ela até apareceu, na sexta-feira (21), em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, presidente estadual do MDB.

"O melhor para a nossa cidade, para governador, é Ricardo Ferraço, número 15. E Renato Casagrande para senador, número 400", afirmou a cantora, em uma declaração de apoio inequívoca.

Bruna Olly não é candidata em 2026 e tampouco ocupa um cargo público.

"Eu que fiz o convite (para que ela se filiasse ao MDB). É uma referência dentro das igrejas evangélicas no estado", afirmou Euclério.

bruna olly e lorenzo pazolini em 2024
Lorenzo Pazolini e Bruna Olly em 2024, quando ela tomou posse como subsecretária da Mulher Divulgação

A coluna perguntou à cantora o motivo da mudança de palanque.


Afinal, politicamente, tratou-se de um giro de 180 graus sair do lado de Pazolini para integrar as fileiras ricardistas e casagrandistas. São grupos políticos não apenas diferentes, mas antagônicos no estado.

Manato, que ela apoiou em 2022, agora está com Pazolini, é candidato a deputado federal pelo partido do ex-prefeito.

Estou apoiando Ricardo e Renato, não seria possível permanecer no Republicanos. Acredito que o estado está indo bem (sob a gestão de Casagrande/Ricardo), então fiz essa opção

Bruna Olly (MDB) Cantora gospel

Bruna Olly se identifica como uma pessoa de direita.


Pazolini pode ser considerado um político de centro-direita, ou direita, assim como Ricardo.

Tendo isso em vista, ideologicamente ela não chegou a dar um cavalo de pau.

BRUNA OLLY E EUCLERIO EM 2026
Bruna Olly e Euclério Sampaio em março de 2026, quando ela se filiou ao MDB Instagram/@eucleriosampaio
O único pormenor é o apoio a Casagrande, um homem de centro-esquerda.

Mas a aliança casagrandista é mesmo bastante ampla e diversa. Inclui, por exemplo, o já citado Euclério, que se define como conservador.

"Entendo que nosso estado é mais voltado à direita, mas preza pela boa gestão", avaliou a cantora gospel.

Até hoje, como lembrou meu colega Vitor Vogas, os eleitores do Espírito Santo nunca elegeram um governador incontestavelmente de direita.

Como Pazolini e Ricardo são, hoje, os candidatos mais competitivos na corrida pelo Palácio Anchieta, é provável que essa escrita seja quebrada em 2026.


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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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