Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

Helder "ressuscita" o metrô de superfície. Mas só como ideia a ser estudada

Candidato do PT ao Palácio Anchieta apresentou plano de governo: "Não estou dizendo que vou implementar (o metrô de superfície). O estudo vai dizer se é viável econômica e financeiramente"

Publicado em 14 de Agosto de 2026 às 11:47

Públicado em 

14 ago 2026 às 11:47
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Helder Salomão apresenta seu plano de governo
Helder Salomão apresenta seu plano de governo Chrystian Henrique/Candela

O metrô de superfície, ou Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ganhou ares folclóricos no Espírito Santo desde que a ideia de implantá-lo em Vitória foi proposta por João Coser (PT), no início dos anos 2000. O projeto não saiu do papel, uma vez que não foi abraçado pelo governo estadual. De lá para cá, o metrô de superfície é lembrado quase como uma iniciativa mirabolante, à margem do debate sobre sua viabilidade ou inviabilidade.


O deputado federal Helder Salomão, candidato do PT ao governo do Espírito Santo, entretanto, citou o VLT como um dos projetos que foram "descontinuados" nos últimos anos no estado. Não prometeu implantar o metrô de superfície, mas mostrou-se simpático à ideia. Aliás, a "estudar" a ideia. 

> Quer receber as publicações da coluna Letícia Gonçalves em primeira mão pelo WhatsApp? Clique aqui 

Está no plano de governo de Helder, registrado na Justiça Eleitoral como um dos compromissos estabelecidos por ele: 

"Aprofundar o estudo do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), que considerou a viabilidade da implantação de projetos de corredores de BRT, além de transporte público de alta capacidade, tipo VLT ou similares para serem implantados nas próximas décadas."

Assim como no caso da tarifa zero no Transcol, as palavras de ordem são "estudar" e "avaliar".

Em entrevista logo após a apresentação dos principais pontos de seu plano, na quinta-feira (13), o petista listou uma série de propostas que deram o que falar em gestões anteriores, mas nunca foram concretizadas. 

Helder frisou que, se eleito, pretende deixar projetos executivos prontos para que um eventual sucessor possa tirar da gaveta essas projeções.

"Olha o que foi apresentado e não teve seguimento. Não vou fazer juízo de valor aqui, mas vamos lá: à época, foi apresentado o metrô de superfície, por um candidato a prefeito (de Vitória, João Coser), mas não vingou porque o governo do estado não abraçou a ideia. Depois, o então governador Paulo Hartung apresentou o túnel subaquático ligando Vitória e Vila Velha, o que até hoje ficou só no estudo. Casagrande assumiu e apresentou o projeto da Quarta Ponte. O estudo foi feito, inclusive estava alinhado para ser executado. Foi abandonado também."

Mas o que Helder Salomão propõe em termos de obras estruturantes de mobilidade urbana também não vai muito além de novos estudos.

Veja Também 

Helder Salomão apresenta o plano de governo como candidato ao governo do Espírito Santo

Helder avalia implantar tarifa zero no Transcol, se eleito governador do ES

Imagem de destaque

Centrão no ES: Republicanos apoia Flávio e federação veta Lula

"De fato, hoje, nenhum candidato que for eleito tem o que executar no Espírito Santo. Não houve continuidade dos projetos. Os projetos de mobilidade urbana foram tratados como projetos de governo. Nós precisamos sair dessa ideia de projeto de governo (e passar) para projeto de Estado", afirmou o candidato do PT ao Palácio Anchieta.

"Não sei se vocês conhecem esse estudo, mas o BNDES fez um estudo em algumas regiões metropolitanas do Brasil e disse que no Espírito Santo, na região metropolitana da Grande Vitória, há viabilidade para conjugar veículos leves com BRT. Esse é um estudo que nós precisamos aprofundar", destacou Helder.

Qualquer candidato que prometer que vai executar uma dessas obras estará mentindo para a população capixaba. Não estou dizendo que vou implementar (o metrô de superfície). O estudo vai dizer se é viável econômica e financeiramente

Helder Salomão (PT) Candidato ao governo do Espírito Santo

"Um projeto como esse depende de financiamento do governo federal, do Banco Mundial, de organismos internacionais. Não tem dinheiro no Espírito Santo para fazer. Se a gente pegasse todo o dinheiro do Fundo Soberano hoje, claro que não vamos fazer isso com o dinheiro do Fundo Soberano, mas não daria nem para começar o projeto", cravou.


O Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses), alimentado principalmente por receitas de royalties e participações especiais da exploração de petróleo e gás natural, tem cerca de R$ 2 bilhões.

"Nós não vamos assumir que nós vamos realizar nenhum desses projetos antes da conclusão do estudo. Nós vamos fazer um estudo sério. Não é para o nosso governo, é para deixar como legado. Para que os próximos governadores possam olhar para esse estudo e dizer assim: "'Olha, aqui é viável, aqui não é'".

O plano de Helder Salomão no eixo Mobilidade Urbana, Infraestrutura, Habitação e Saneamento


- Criar Comitê de Mobilidade Urbana com governo estadual, instituições de ensino e pesquisa, municípios e sociedade civil, para planejar, projetar e monitorar a execução de soluções de mobilidade urbana

- Retomar os estudos que tratam da defesa dos interesses públicos e que requalifiquem o espaço urbano, melhorando a circulação, com foco na melhoria da eficiência do sistema de transporte coletivo.

- Aprofundar o estudo do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), que considerou a viabilidade da implantação de projetos de corredores de BRT, além de transporte público de alta capacidade, tipo VLT ou similares para serem implantados nas próximas décadas.

- Desenvolver o Plano Integrado de Mobilidade Metropolitano, com a participação de especialistas, empresários, trabalhadores e sociedade organizada.

- Realizar estudos técnicos para constituir fontes extra tarifárias de financiamento do transporte coletivo, em conformidade com o novo marco legal (Lei 15.432/2026) avaliando a viabilidade da implantação , da Tarifa Zero, alinhados aos estudos em curso no âmbito do Governo Federal e o Ministério Público de Contas (MPContas) do Espírito Santo.

- Instituir o Programa Capixaba de Transição Energética no Transporte

Público com o objetivo de corrigir a rota da transição do transporte

no Espírito Santo, que fortalece o individual e o privado sem a

consolidação de uma estratégia pública de transição no transporte

coletivo.

- Criar programas e ações educativas visando a redução da violência

no trânsito.

- Apoiar a implantação de unidades habitacionais populares em parceria

com movimentos e entidades sociais que lutam pelo direito à moradia,

bem como com financiamento do Programa Minha Casa, Minha Vida,

do Governo Federal.

- Revisar o Programa Habitacional do Estado (PHSES) como facilitador

de construção e melhorias em moradias, com subsídio para aquisição

de material e oferta de formação de mão de obra.

- Fortalecer o saneamento público de qualidade por meio da Cesan

e demais operadoras, e ampliar os mecanismos que garantam a

segurança hídrica para o abastecimento humano e a produção

agropecuária, principalmente para os pequenos e médios produtores

rurais.

- Avançar no cumprimento das metas do Plano Nacional de Saneamento,

ampliando a oferta de serviços em todo o estado, tendo como

prioridade a zona rural.

-  Garantir ações de contenção e drenagem para prevenção e controle de enchentes, alagamentos e inundações. 

-  Fortalecer, valorizar e ampliar os recursos financeiros e humanos para garantir presença e atuação da Defesa Civil Estadual, bem como apoiar estruturação das defesas nos municípios.

Mais colunas de Letícia Gonçalves

Suplente de Casagrande foi indiciado por homicídio culposo após acidente de trânsito

Apoio informal do PT a Casagrande no ES já estava escrito nas estrelas

Violência contra a mulher vira campo de batalha eleitoral no ES

Meneguelli: "Esse negócio de me chamar de esquerdista é coisa de patriotário"

De improvável a candidata: a volta de Rose de Freitas à corrida pelo Senado

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Caminhão baú tombou na tarde desta quinta-feira (13) na ES-484, em Afonso Cláudio
Ciclista morre atropelado por caminhão-baú em rodovia de Afonso Cláudio
Acidente registrado no cruzamento entre a Reta da Penha e a Avenida Desembargador Santos Neves, em Vitória, na manhã desta sexta-feira (14)
Carro e ambulância se envolvem em acidente em cruzamento de Vitória
Macário Júdice Neto está preso desde dezembro
Moraes vota para tornar Macário Júdice réu por vazar operação da PF

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados