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Letícia Gonçalves

"Se o PSD não ficar com Pazolini, peço desfiliação", diz Guerino Zanon

Ex-prefeito de Linhares é citado como possível vice, mas repetiu que não pretende concorrer em 2026. "Renzo (Vasconcelos, presidente estadual do PSD) não dá segurança para quem pretende disputar", disparou

Publicado em 03 de Agosto de 2026 às 19:41

Públicado em 

03 ago 2026 às 19:41
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon, em 2022, quando foi candidato ao governo do Espírito Santo pelo PSD Rodrigo Gavini


O ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon, é um dos que querem saber qual rumo o PSD vai tomar no Espírito Santo. O que chama a atenção é que Guerino é filiado à sigla e, vez por outra, citado como possível vice na chapa do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). 

O ex-prefeito de Linhares afirmou à coluna, no início de abril, que não seria candidato a cargo algum em 2026 e atuaria somente como cabo eleitoral de Pazolini.

E mantém a disposição de não concorrer: "Até o momento, minha posição continua a mesma. Em nenhum momento Pazolini e eu conversamos sobre isso".

O que me afasta do processo é a situação do PSD. A gente não sabe o que o partido vai fazer

Guerino Zanon (PSD) Ex-prefeito de Linhares

"Renzo (Vasconcelos, presidente estadual do PSD) não dá segurança para quem pretende disputar", completou Guerino Zanon.

O ex-prefeito de Linhares disse saber apenas que a legenda tem pré-candidato ao Senado, o deputado estadual Sérgio Meneguelli. Mas não onde essa candidatura se encaixaria, ou seja, em qual palanque o PSD pretende subir.

"Se o partido não ficar com Pazolini, eu imediatamente peço desfiliação. Guerino, com certeza, está com Pazolini e Evair", cravou.



Guerino é aliado do ex-governador Paulo Hartung (PSD) e não se surpreendeu com o anúncio do correligionário de que não vai disputar as eleições de 2026.

"Em todas as conversas que tive com o Paulo ele sempre falou que estava pronto a apoiar candidaturas novas, principalmente um candidato que mostrou eficiência na gestão, como Pazolini. Nunca se colocou como candidato", lembrou o ex-prefeito de Linhares.

"O Paulo declarou há muito tempo a vontade de ajudar o Pazolini, da forma que puder, uma vez que é muito bem-sucedido nas atividades dele na iniciativa privada. 
Nunca escondeu isso de ninguém", destacou.

O ex-prefeito de Linhares conclui, assim, que o fato de Hartung não concorrer ao governo nem ao Senado não chega a ser um fator surpresa que leve à desorganização do PSD.

Precisamos de um posicionamento do partido. Eu me dou muito bem com o Renzo, mas ninguém consegue falar com ele. Se você souber onde ele está, me fala

Guerino Zanon (PSD) Ex-prefeito de Linhares

Além de Guerino, outro nome do PSD lembrado nos bastidores como possível vice é o da esposa de Renzo, a médica Lívia Vasconcelos.

"É uma ótima pessoa, linharense, inclusive", elogiou Guerino Zanon.

Mas não se sabe se ela vai mesmo figurar na chapa.

O PSD chegou a declarar apoio a Pazolini, no dia 1º de abril, mas depois que selou uma aliança com o PL do senador Magno Malta, o ex-prefeito de Vitória deixou a sigla de Hartung de escanteio.

Renzo Vasconcelos, então, passou a dialogar com o principal adversário do republicano, o governador Ricardo Ferraço (MDB). Mas, até agora, nada foi decidido.

A convenção estadual do PSD está marcada para as 18h de 5 de agosto, último dia estipulado pela legislação eleitoral para que partidos definam, em ata, quais serão os candidatos lançados no pleito de 2026.

A coluna tentou contato com Renzo Vasconcelos, antes e depois da entrevista concedida por Guerino Zanon, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.


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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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