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Letícia Gonçalves

Superfederação mantém apoio a Ricardo e vai indicar o vice. Veja quem deve ficar com a vaga

Aliança entre o governador e a União Progresista estava abalada, mas impasse foi superado

Publicado em 03 de Agosto de 2026 às 12:56

Públicado em 

03 ago 2026 às 12:56
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Ricardo Ferraço e integrantes da federação União Progressista em março, quando PP e União Brasil declararam apoio ao emedebista Foto: Antônio Leles/Divulgação
Após momentos de tensão e instabilidade, a superfederação formada pelos partidos Progressistas e União Brasil decidiu que fica no palanque do governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição. Isso já é dado como certo nos bastidores. 

A federação vai até indicar o vice na chapa de Ricardo. O favorito para ficar com a vaga é o vereador de Vitória Camilo Neves (PP).

A União Progressista sempre fez questão de ocupar um lugar na chapa majoritária, mas desistiu de entrar na corrida pelo Senado. O pré-candidato era o deputado federal Da Vitória (PP), presidente estadual da federação, que vai disputar a reeleição. De forma que a cadeira de vice tornou-se o ponto nevrálgico da relação com o governador.

A federação dizia ter certeza de que ficaria com a vaga, pois o emedebista afirmou publicamente que a dupla de partidos teria "protagonismo" na campanha eleitoral. Já aliados de Ricardo não tinham tanta convicção, uma vez que os nomes indicados pela União Progresista não despertaram entusiasmo.

Nesse ínterim, os prefeitos de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSB), tentaram emplacar o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) na vice.

Foi o que abalou a parceria entre a superfederação e o governador.

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Vidigal, entretanto, já disse e repetiu que não vai disputar as eleições de 2026. Isso foi selado na convenção estadual do PDT, realizada no sábado. Lá, o ex-prefeito reiterou que está, definitivamente, fora do páreo. 

Assim, a União Progressista ganhou força na corrida pela vaga de vice. 

Outros aliados do governador também queriam ocupar o espaço, mas não têm o mesmo tamanho e a preferência que a federação ostenta. 

Juntos, União Brasil e Progressistas garantem tempo de exibição no horário eleitoral gratuito, verba para fazer campanha e chapas completas de candidatos a deputado federal e estadual, que são potenciais cabos eleutorais do candidato a governador apoiado pela dupla partidária.

Além disso, se a aliança implodisse, estilhaços iriam ferir todos os envolvidos.

A federação poderia migrar para o palanque do principal adversário de Ricardo, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Ao mesmo tempo em que a União Progressista poderia ver ruir algo de suma importância: a chapa de candidatos a deputado federal, que foi montada com a ajuda do Palácio.

Marcus Vicente (PP), ex-secretário de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano do governo Renato Casagrande (PSB), desistiu de disputar, alegou motivos de saúde. Outros poderiam recuar.

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Isso afetaria diretamente as chances de Da Vitória e do presidente estadual do União, Marcelo Santos, nas urnas.


A paz foi selada.

A SOLUÇÃO CAMILO NEVES

O vereador Camilo Neves estava na lista de indicações feita pela federação para a vaga de vice ao lado de outros nomes. O favorito de Da Vitória, de acordo com pessoas ligadas a Ricardo, era o empresário de Guarapari Rodolfo Mai (PP).


Ricardistas e casagrandistas (Casagrande é o principal aliado e conselheiro de Ricardo) queriam um nome com mais densidade eleitoral na Grande Vitória. Por isso, sugiu o movimento de prefeitos tentando promover Vidigal.

Camilo Neves, de acordo com um governista, é o que mais agrada Ricardo, Casagrande e outros aliados de fora da federação.

O vereador de Vitória Camilo Neves
O vereador de Vitória Camilo Neves Teo Gelson Santos/CMV
"Ele tem voto em Vitória e é um cara tranquilo. É alguém que une, não divide."

Mas há outro fator em jogo.

Vidigal era visto, inclusive por integrantes da federação, como um potencial candidato a governador em 2030. Claro, se Ricardo fosse reeleito em 2026 e se decidisse apoiar o vice em 2030.

Camilo, ao menos por enquanto, não desperta essa "suspeita". Por isso, o nome dele apazigua os ânimos.

O mesmo se poderia dizer de Rodolfo Mai e Joelma Costalonga, mas, como já foi sublinhado aqui por um ricardista, a diferença é que o vereador tem potencial para obter ao menos alguns votos em Vitória.

Ricardo, de acordo com o diagnóstico dos próprios aliados, precisa crescer na região metropolitana para fazer frente a Pazolini.

Vidigal prestaria esse serviço com mais efetividade, certamente. Mas não é uma opção.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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