Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

De olho em 2030: por que a vaga de vice de Ricardo Ferraço é tão cobiçada

Aliados disputam quem vai indicar nome para compor a chapa. Mas tudo baseado em muitos "se"

Publicado em 30 de Julho de 2026 às 08:30

Públicado em 

30 jul 2026 às 08:30
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Ricardo Ferraço
O governador Ricardo Ferraço na convenção estadual do PSB Rodrigo Zaca/Divulgação
A vaga de vice na chapa do governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição, é disputada por aliados do emedebista e não à toa. Ricardo, se vitorioso nas urnas, vai exercer o mandato até 2030 e depois deixar o comando do Palácio Anchieta, uma vez que a legislação brasileira permite apenas uma recondução ao cargo. 

Isso quer dizer que o vice, a depender do perfil e das circunstâncias, tem potencial para ser o candidato governista ao Executivo estadual no próximo pleito.


Esse fator faz com que alguns queiram ocupar o posto. E também com que outros tentem impedir a ascensão de alguém que possa lhes fazer frente no futuro. 

Nada garante que Ricardo vai apoiar o eventual vice em 2030 como sucessor. Aliás, nada garante nem que o emedebista vai ser reeleito em 2026.

Mas, pelo sim e pelo não, tudo isso é levado em conta desde já.

Por questões pragmáticas, prefeitos como o de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e de Barra de São Franscisco, Enivaldo dos Anjos (PSB), defendem que o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) seja alçado como candidato a vice.

É que Ricardo precisa de votos na Grande Vitória e Vidigal é forte na Serra, maior colégio eleitoral do Espírito Santo.

O ex-prefeito já disse que não vai disputar nenhum cargo em 2026. Mas, nos bastidores, a ideia é convencê-lo do contrário e persuadir Ricardo a escolher o pedetista.

A federação União Progressista, entretanto, há tempos dá como certo que vai poder indicar o vice.

Veja Também 

Imagem de destaque

PSD, partido de Hartung, vive sinuca de bico no Espírito Santo

O vice-governador Ricardo Ferraço e o prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini

Ideologia X Alucinação: as estratégias de Pazolini e Ricardo na corrida pelo governo do ES

O problema é que sugeriu nomes que não têm o mesmo potencial eleitoral de Vidigal: a ex-servidora da Assembleia Legislativa Joelma Costalonga (União), o vereador de Vitória Camilo Neves (PP), o empresário de Guarapari Rodolfo Mai (PP) e Capitã Andresa, do Corpo de Bombeiros (PP).

Na chapa de candidatos a deputado federal da federação há opções mais competitivas, como Amaro Neto (PP) e Messias Donato (União). Só que deslocá-los desfalcaria o grupo, o que a federação não quer.

O deputado estadual Marcelo Santos, presidente estadual do União, e o deputado federal Da Vitória, presidente estadual do PP e da federação, integram a chapa e seriam indiretamente prejudicados.

"A MARCA DA ESQUERDA"

Reservadamente, aliados do governador contrários à "solução Vidigal" apontam que o ex-prefeito da Serra poderia "envelhecer ainda mais a chapa majoritária" (ele tem 69 anos e Ricardo, 62) e colar no governador "a marca da esquerda".

Além disso, o PDT de Vidigal não vai lançar chapa de candidatos a deputado federal, o que diminui a relevância da sigla.

Mas o que "está pegando" mesmo é o fato de que o ex-prefeito da Serra provavelmente teria capital político ainda em 2030. E poderia ser candidato ao Palácio Anchieta.

Quem está com Ricardo hoje e almeja ser candidato à sucessão do emedebista não quer empoderar um possível concorrente desde já.

MUITOS "SE"

Há muita especulação no ar baseada em diversos "se" que podem não se concretizar.

Se Ricardo for reeleito e se decidir ungir o vice como candidato à sucessão em 2030, pode renunciar ao mandato no início de abril daquele ano para concorrer a outro cargo, dando visibilidade ao vice, como Casagrande fez com o emedebista agora.

Mas e se Ricardo não quiser disputar nada em 2030 e permanecer na cadeira?

E se outro aliado for mais competitivo que o vice para a missão?

PODEMOS ESTÁ NO PÁREO

O Podemos também está no páreo pela vice e indicou o ex-comandante da PM Coronel Douglas Caus, o jornalista Philipe Lemos, a ex-prefeita de Vitória Capitã Estéfane e o vereador de Vila Velha Renzo Mendes:

PSDB TAMBÉM QUER ENTRAR

Aliás, com bem menos chances, o PSDB, presidido no Espírito Santo pelo prefeito de Vila Velha Arnaldinho Borgo também quer sugerir um nome para ser vice na chapa de Ricardo.

Arnaldinho afirmou isso na noite de quarta, logo após a convenção estadual da sigla.

Só não revelou quem seria o indicado.


Mais colunas de Letícia Gonçalves

Bolsonarista foragido quer Magno vice de Flávio. Senador do ES nem cogita a ideia

Disputa pelo Senado no ES: Euclério não aceita pressão; Rose não abre mão

Em derrota para a prefeitura, presidente da Câmara de Vitória arquiva pedido de cassação de vereador

Nem Flávio Bolsonaro, nem Lula: a estratégia de Ricardo Ferraço para 2026

Pazolini vestiu a camisa do bolsonarismo e a aliança com o PL foi selada. E agora?

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Dor e inflamação no dente siso
Dente do siso: por que dói, quando extrair e cinco dicas para aliviar os sintomas
Imagem de destaque
Baixa na União Progressista: Marcus Vicente desiste de se candidatar
Ex-prefeito Lorenzo Pazolini ao lado do vocalista da Banda Eva durante apresentação na praia de Camburi em janeiro deste ano.
Pazolini é condenado por propaganda eleitoral antecipada em show da Banda Eva

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados