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Momento certo

O mercado imobiliário não espera: por que as eleições de 2026 não vão travar o setor

A busca contínua por moradia, associada ao desejo fundamental de proteção patrimonial contra oscilações financeiras e inflacionárias, sobrepõe-se às incertezas do calendário político

Publicado em 02 de Outubro de 2026 às 11:22

Públicado em 

02 out 2026 às 11:22
Mercado Imobiliário

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Mercado Imobiliário Mercado Imobiliário

hubimobi@redegazeta.com.br

Mercado imobiliário
A postergação de decisões com base em especulações eleitorais costuma custar caro ao orçamento das famílias e ao bolso dos investidores shutterstock

*Por Christiano de Souza Pereira

 

A cada aproximação de ciclo eleitoral no Brasil, surge no imaginário popular e nas conversas sobre consumo uma máxima defensiva: "É melhor esperar as eleições passarem para fechar o negócio." 


A ideia de que a volatilidade política ou a alternância de poder têm a capacidade intrínseca de paralisar as decisões das famílias e o fluxo de capitais é uma narrativa recorrente no mercado. Trata-se, contudo, de uma percepção frágil quando confrontada com o histórico econômico e com a real dinâmica das forças de oferta e demanda.


O setor imobiliário brasileiro opera sob premissas estruturais que já precificaram os cenários do pleito de 2026. A busca contínua por moradia, associada ao desejo fundamental de proteção patrimonial contra oscilações financeiras e inflacionárias, sobrepõe-se às incertezas do calendário político. 

A evidência dos números: demanda e consumo em alta

Para fundamentar essa tese e afastar especulações, é indispensável analisar o comportamento da sociedade sob a ótica dos dados primários mais recentes:

  • Decisão mantida ou antecipada: estudo conduzido pelo portal Portas – Dados & Inteligência, amparado em amostragem de 1.400 entrevistados, aponta que 51% afirmam categoricamente que a disputa eleitoral não altera em nada seus planos de aquisição imobiliária. Além disso, entre 19% e 21% declararam a intenção de antecipar a compra para se blindar de eventuais mudanças econômicas pré-eleitorais. Na prática, cerca de 70% do público comprador está decidido a manter ou acelerar sua decisão de fechamento.

  • Intenção de compra em recorde histórico: esse comportamento é ratificado por pesquisa da consultoria Brain Inteligência Estratégica, compilada no portal da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) a partir de reportagem do jornal Valor Econômico. O estudo aponta que a intenção de aquisição de imóveis atingiu 52% em junho de 2026 — o teto da série histórica iniciada em 2019, ficando 9 pontos percentuais acima da média histórica (43%) e registrando alta de 3 p.p. na comparação interanual com 2025 (49%). Trata-se de uma trajetória de expansão consistente que supera, inclusive, o impacto do patamar elevado das taxas de juros.

  • Volume operacional real: a intenção tem se traduzido em liquidez no mercado físico. No primeiro semestre de 2026, o volume de transações imobiliárias no Brasil ultrapassou 226 mil unidades comercializadas, registrando uma expansão de 5,4% frente ao mesmo período do ano anterior. 

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Tomada de decisão imediata gera impacto socioeconômico e valor para toda a cadeia

A decisão individual de adquirir, financiar ou negociar um imóvel não afeta apenas quem assina o contrato; ela funciona como o motor de uma vasta engrenagem econômica que beneficia a sociedade e o mercado como um todo: 

  • Dinamicidade para compradores e vendedores: para quem busca a casa própria ou deseja mudar de imóvel, a continuidade das negociações garante fluidez ao mercado, mantendo ofertas ativas e liquidez financeira para as famílias.

  • Garantia e mitigação do risco de crédito: as políticas e condições de financiamento ofertadas pelas instituições financeiras são inerentemente voláteis. Nesse cenário, assegurar o quanto antes margens favoráveis na aprovação do crédito e nas taxas de juros é fator determinante para a efetivação das negociações imobiliárias, blindando o comprador contra mudanças conjunturais menos favoráveis.

  • Segurança para investidores e preservação de capital: a imobilização de recursos em ativos reais permanece como uma das estratégias mais seguras de proteção patrimonial e geração de renda em ciclos de transição econômica.

  • Estímulo à construção e geração de empregos: para construtores e incorporadores, a manutenção das vendas sustenta o lançamento de novos empreendimentos, impulsionando a cadeia da construção civil, criando postos de trabalho diretos e indiretos e movimentando o comércio local.
Planejamento supera a incerteza

A postergação de decisões com base em especulações eleitorais costuma custar caro ao orçamento das famílias e ao bolso dos investidores. As condições de mercado exigem postura analítica e pragmática: organizar o planejamento financeiro, aprovar precocemente as linhas de crédito, mapear a liquidez da praça e agir com fundamentação.


Como disse, o mercado já havia precificado a eleição, e o Mercado Imobiliário não espera! Faça seu planejamento financeiro, busque aprovar seu crédito, encontre uma boa negociação e garanta proteção patrimonial desde já!

 

*Christiano de Souza Pereira é conselheiro da Ademi-ES, membro da CBIC/CII e superintendente comercial da CrediPronto

Christiano de Souza Pereira, Ademi-ES
Christiano de Souza Pereira: "As condições de mercado exigem postura analítica e pragmática" Divulgação

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Analises semanais do setor de imoveis com especialistas da Associacao das Empresas do Mercado Imobiliario (Ademi-ES), Conselho Regional de Corretores de Imoveis (Creci-ES) e Sindicato Patronal de Condominios (Sipces).

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