Estudo inédito divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a ineficiência brasileira, nas mais diversas áreas, custa R$ 1,7 trilhão por ano. É o famoso Custo Brasil, que drena recursos de toda a sociedade, das mais diversas formas, ano após ano. Para efeito de comparação, pelas contas da ONU (Organização das Nações Unidas), compilados pela Tina (Consultor de Inteligência Comercial e Negociação, na tradução do inglês), o impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos em cima de exportações brasileiras fica em US$ 8,7 bilhões (R$ 46,5 bilhões na cotação atual). Portanto, 2,73% do impacto da ineficiência brasileira calculado pela CNI.
Pelas contas da CNI, os maiores "sugadores" da eficiência nacional são: as questões envolvendo capital humano (qualificação, encargos e judicialização), que custam entre R$ 310 bi e R$ 360 bi por ano; honrar tributos (complexidade, carga alta, os resíduos tributários sobre exportação e economia informal), que fica entre R$ 270 bi e R$ 310 bi; a falta de infraestrutura, que custa R$ 250 bi e R$ 290 bi; o crédito caro, que pesa entre R$ 220 bi e R$ 260 bi; e a burocracia regulatória, que engole até R$ 210 bilhões todos os anos. Ouça a análise do comentarista Abdo Filho.
CBN - ECONOMIA E NEGÓCIOS - 23-09-25.mp3