Antes de mais nada, cabe ao eleitor a noção de que, no que diz respeito à saúde pública, são competência dos governos estaduais os atendimentos de média e alta complexidade, o que engloba as especialidades médicas e os exames de maior precisão, como tomografias e ressonâncias.
É importante ter essa dimensão para que as cobranças feitas aos candidatos ao governo nestas eleições sejam bem direcionadas na área que tem uma das maiores fatias nas despesas do Executivo. É no nível estadual também que se coordena a política de saúde, intermediando as relações com municípios, responsáveis pela atenção básica.
Atualmente, há 17 hospitais estaduais para cumprir esse papel. E o desafio segue sendo o acesso, sobretudo aos cidadãos que vivem distantes da Grande Vitória e das cidades-polo do interior. E isso acaba forçando caravanas de pacientes a percorrer longas distâncias para receber tratamento especiallizado.
Os candidatos precisam ter respostas para esse problema, sobretudo na organização da oferta de serviços locais. Vale lembrar que esses deslocamentos expõem as pessoas ao risco nas estradas, basta checar o registro recorrente de acidentes com pacientes em busca de atendimento em cidades maiores. É um gargalo na saúde que acaba impactando a própria saúde.
Mais hospitais são necessários? E os recursos humanos? Cada um desses pontos precisa ser calculado de acordo com os recursos disponíveis, pautados em primeiro lugar pela eficiência. O contribuinte quer ver o retorno dos seus impostos ao receber um bom atendimento.
Os candidatos precisam se cercar de propostas exequíveis, que atendam a essas demandas crescentes por atendimento no interior. Reduzir as desigualdades no acesso à saúde será um sinal da própria saúde do sistema.
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