O Espírito Santo encerrou 2025 na liderança nacional da produção de pimenta-do-reino, mamão, chuchu e inhame, além de registrar crescimento de 21,4% na quantidade de café produzida. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na pimenta-do-reino, foram produzidas 83,5 mil toneladas no Estado, alta de 13,6% na comparação com 2024. O volume corresponde a mais de 60% das 135,7 mil toneladas produzidas no Brasil no ano. São Mateus e Jaguaré aparecem como os dois municípios que mais produziram a especiaria no país, com 27,1 mil e 9,8 mil toneladas, respectivamente.
O Espírito Santo também manteve a liderança na produção de mamão, embora tenha registrado recuo em relação ao ano anterior. Foram 385,9 mil toneladas em 2025, contra 398,1 mil toneladas em 2024. No país, a produção chegou a aproximadamente 1,2 milhão de toneladas. Pinheiros, Montanha e Linhares foram os três municípios brasileiros que mais produziram a fruta.
A edição de 2025 da PAM passou a incluir novos produtos, o que revelou outras duas lideranças capixabas. O Espírito Santo produziu 140,5 mil toneladas de chuchu, o equivalente a 31,3% de toda a produção brasileira. Santa Maria de Jetibá, sozinha, respondeu por 134,1 mil toneladas e foi o maior município produtor do país.
No caso do inhame, foram 89,3 mil toneladas produzidas no Estado, ou 30,1% das 296,9 mil toneladas registradas nacionalmente. Alfredo Chaves e Laranja da Terra ocuparam as duas primeiras posições entre os municípios brasileiros, enquanto Marechal Floriano e Santa Leopoldina também ficaram entre os dez maiores produtores.
Um dos principais destaques em valor foi o café. A produção capixaba chegou a 1,1 milhão de toneladas em 2025 – crescimento de 21,4% em relação ao ano anterior – e movimentou R$ 25,7 bilhões. Com isso, o Espírito Santo permaneceu como o segundo maior produtor do Brasil, atrás de Minas Gerais, respondendo por 30,7% da produção nacional.
O avanço foi puxado pelo café canephora, grupo que inclui o conilon e no qual o Espírito Santo lidera nacionalmente. A produção chegou a 871,4 mil toneladas, alta de 32,6%, e representou 69,5% de todo o canephora produzido no Brasil. Já o arábica apresentou movimento contrário: foram 198,9 mil toneladas, queda de 11,4% frente a 2024.
O desempenho também aparece no ranking municipal. Nove dos dez municípios com maior produção de café do Brasil em 2025 ficam no Espírito Santo. Rio Bananal liderou o país, com 69,2 mil toneladas, seguido por Linhares, com 63,7 mil. Também aparecem entre os dez primeiros Vila Valério, São Mateus, Jaguaré, Pancas, Nova Venécia, Colatina e Sooretama. A única exceção é Patrocínio, em Minas Gerais, na terceira colocação.
Considerando o conjunto da produção agrícola, o Espírito Santo respondeu por 3,6% do valor gerado pela agricultura brasileira em 2025, acima dos 3% registrados em 2024. O Estado permaneceu na 10ª posição nacional. Mato Grosso teve a maior participação, com 17,9%.
O Estado ainda permaneceu como o terceiro maior produtor de cacau do Brasil, com 13,3 mil toneladas, crescimento de 7,5% em um ano. Pará, com 153,6 mil toneladas, e Bahia, com 137,6 mil, ocuparam as duas primeiras posições. Linhares foi o maior produtor capixaba e o oitavo do país.